A fala deste sábado contraria declaração dada pelo próprio Bolsonaro em entrevista a podcast sobre fisioculturismo nesta sexta-feira, 26. Na ocasião, além de dizer não há "fome para valer", ele afirmou que quem diz o contrário "são pessoas que vendem mentiras". Ele disse, ainda, que, "se for em qualquer padaria aqui, não tem ninguém ali pedindo para você comprar um pão para ele".
Segundo o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, a fome atinge 33 milhões de pessoas no País - o maior número desde o início da década de 1990.
Mais cedo no mesmo dia, o presidente deu entrevista para a rádio Jovem Pan e disse que "não tem filé-mignon para todo mundo". A fala foi uma resposta direta à sabatina de Lula ao Jornal Nacional, na qual o petista disse que "o povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha".
A declaração em Vitória da Conquista mostra um recuo de Bolsonaro, que agora admite a fome no País. "Nós olhamos e muito para os mais humildes e pobres", disse.



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