Richa explicou que estava animado com as últimas pesquisas de opinião pública. Porém, desistiu por não ter alianças políticas, estrutura para campanha e possuir apenas 30 segundos de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, o que afirma não ser o suficiente para apresentar o plano de governo e as propostas.
"Talvez de todos que se apresentaram, não sei se tinha algum pré-candidato com mais vontade de disputar essa eleição do que eu. Só que nas condições adversas fica muito restrita a nossa participação", disse o deputado durante a coletiva.
O tucano tentou se aproximar do PL, de Jair Bolsonaro, em março desde ano. A legenda é a que possui maior bancada na Câmara dos Deputados. Entretanto, lideranças de Curitiba manifestaram resistência à ideia e o PSDB vetou a aproximação.
"Eu não ia migrar para o PL. Eu ia conversar com o PSDB, ver o que era possível fazer. (O PL) é um partido que tem muito mais estrutura que o PSDB, muito mais tempo de televisão. Eu preciso de mais tempo de TV, mais estrutura, ainda mais enfrentando duas máquinas, a municipal e a estadual. Conversei com vários partidos e o que mais me interessou foi o PL", explicou Richa ao Estadão na época em que lançou sua pré-candidatura.
Outro ponto mencionado pelo parlamentar é um racha interno na federação da qual faz parte. Na semana passada, o Cidadania oficializou apoio a Eduardo Pimentel (PSD), compromisso que estava firmado desde fevereiro. "O Cidadania já declarou há algum tempo apoio ao candidato do governo. O Cidadania desde o início faz parte do governo, é até compreensível. Então gerou também esse constrangimento interno com o nosso partido", explicou.
O político afirmou que não demonstrará preferências durante a disputa. "Deixamos os nossos eleitores à vontade para fazer a melhor escolha do candidato que mereça o seu apoio, seu voto. Eu vou ficar neutro", contou.
De acordo com o estudo do Paraná Pesquisa divulgado em 7 de julho, Pimentel lidera de forma isolada o cenário eleitoral curitibano com 24,1% das intenções de voto. Ele, que é o atual vice-prefeito da cidade, conta com apoio do prefeito Rafael Greca (PSD) e do ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo), que desistiu de concorrer por sentir que, no momento, a missão dele vai além da cidade e, assim, pode "contribuir de forma mais ampla pra renovação política".
Luciano Ducci (PSB) e Ney Leprevost (União) aparecem empatados tecnicamente, sendo o primeiro com 14,9% e o segundo com 13,6%. O mesmo ocorreu com Roberto Requião (Mobiliza) e com Richa, que alcançaram 12,4% e 10,1%, respectivamente.
O instituto ouviu 800 eleitores curitibanos entre 29 de junho e 3 de julho. A pesquisa tem uma margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade é de 95%.



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