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Avisei Crivella que governo dele não tinha rumo, diz Clarissa Garotinho

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Candidata do PROS à Prefeitura do Rio de Janeiro, Clarissa Garotinho criticou a gestão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), de quem foi secretária por um ano e quatro meses, durante sabatina Folha de S.Paulo/UOL realizada nesta segunda-feira (26). "Eu era a única secretária que nas reuniões do secretariado tinha coragem de dizer para o prefeito que o governo não tinha rumo", relatou a candidata. A filha dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus comentou a alta rejeição ao seu nome —o segundo mais alto índice segundo o Datafolha. Dos ouvidos pela pesquisa, 31% dizem que não votariam em Clarissa de jeito nenhum. Para ela, o percentual tem relação com o que chamou de "preconceito causado pelo desconhecimento" após a prisão de seus pais. "Quero ser julgada pela minha própria história, ninguém está julgando aqui os familiares dos outros candidatos." Segundo a candidata, Garotinho e Rosinha foram "muito corajosos ao enfrentar a maior máfia que comandou a política do estado do Rio de Janeiro, a máfia de Sérgio Cabral". "E [eles] sofreram as consequências. Os meus pais foram injustiçados, humilhados e espero que, algum dia, a gente tenha a oportunidade de corrigir essa história porque isso nos trouxe muito sofrimento." Sobre a baixa intenção de votos (1% segundo o último Datafolha), Clarissa citou o cancelamento dos debates na TV em razão da pandemia do novo coronavírus. Ela disse que não se arrepende de ter sido secretária da pasta de Desenvolvimento, Emprego e Inovação de Crivella, mas definiu a gestão como "um dos piores governos da história do Rio de Janeiro". "A partir do momento que eu percebi que eu estava num governo que o que eu dizia não era levado em consideração, um governo em que o prefeito não queria ouvir a verdade, ele gostava de ficar cercado dos puxa-sacos, então eu percebi que não tinha mais por que continuar ali." EDUARDO PAES E MARTHA ROCHA Clarissa não poupou o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) nem Martha Rocha (PDT), também candidatos à prefeitura. "Ninguém está questionando, por exemplo, os US$ 8 milhões depositados na conta dos pais de Eduardo Paes", disse. "Agora, eu sou réu por corrupção? Não. O Eduardo Paes é. Eu tive conta bloqueada por corrupção? Não. O Eduardo teve." Clarissa também atacou Martha Rocha, ex-chefe de Polícia Civil durante o governo de Sérgio Cabral (MDB). "[Martha Rocha] Está dizendo agora que vai abrir a caixa preta, que vai enfrentar as máfias. Não enfrentou quando era chefe da Polícia Civil. Não viu que a maior máfia do estado estava ali, sendo comandada pelo chefe dela, debaixo do nariz dela, no Palácio Guanabara. As milícias cresceram 300% no governo Cabral no Rio de Janeiro."

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