Nascimento já era ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido na pasta pela presidente Dilma Rousseff, apesar da pressão do PMDB para que não o nomeasse, já que ele é adversário do partido nas disputas políticas no Amazonas.
O agora ex-ministro era o único representante do PR (Partido da República) no primeiro escalão do governo. A sigla teve origem em 2006, a partir da união do PL com o Prona. Antes membro do PL, antigo partido do ex-vice-presidente José Alencar, Nascimento é o atual presidente nacional do PR.
Alfredo Pereira do Nascimento nasceu na cidade de Martins, no Rio Grande do Norte, e tem 59 anos. Há cerca de 30 anos adotou a cidade de Manaus como residência fixa e lá construiu sua carreira política e administrativa.
Ele foi controlador de voo da FAB (Força Aérea Brasileira) e depois partiu para a vida pública. É formado em letras pela Universidade Federal do Amazonas e tem especialização em administração de pessoal, de materiais e auditoria em recursos humanos pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Foi secretário municipal de Administração do Amazonas, secretário de Estado de Administração, superintendente da Zona Franca de Manaus e secretário de Estado de Fazenda do Estado, entre outros cargos.
Em 1994, foi eleito vice-governador do Amazonas na chapa liderada por Amazonino Mendes. Dois anos depois, em 1996, deixou o posto para concorrer à Prefeitura de Manaus e venceu as eleições. Em 2000, foi reeleito. Quatro anos depois, foi convidado por Lula para assumir o Ministério dos Transportes.
Na gestão do ex-presidente, Nascimento deixou o cargo duas vezes. A primeira foi em 2006, quando disputou uma cadeira no Senado Federal pelo Estado do Amazonas. Venceu a eleição, mas se licenciou e voltou para a pasta em 2007. Em 2010, saiu novamente para disputar o governo do Amazonas. Teve apenas 25% dos votos no primeiro turno e perdeu para Omar Aziz, do PMN. Em 2011, foi reconduzido ao posto por Dilma. O levangtamento da vida de Alfredo é do site R7.
Escândalos
Desde o início do governo Lula, o ministério esteve envolvido em escândalos. Quando Nascimento assumiu a pasta, seu antecessor, Anderson Adauto, tinha caído por suspeitas de irregularidades.
Ele havia demitido José Antonio da Silva Coutinho, então diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que denunciou Adauto à Procuradoria-Geral da República por um suposto desvio de mais de R$ 32 milhões.
Em agosto de 2010, uma operação da Polícia Federal desmontou um esquema de fraude no Dnit no Ceará. Entre os 11 detidos estava o superintendente regional do órgão, Joaquim Guedes Neto. Segundo a PF, o esquema envolvia fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de verbas e pagamentos indevidos em obras feitas pelo Dnit no Ceará. Pelo menos 12 empreiteiras estavam envolvidas.
No dia 5 de junho deste ano, foi divulgada a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre uma suspeita de superfaturamento de R$ 48 milhões no trecho de 105 km da ferrovia Norte-Sul, que liga Santa Isabel a Uruaçu, em Goiás. O prejuízo pode passar de R$ 71 milhões. A ferrovia é responsabilidade da Valec, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes.

