Questionado na manhã desta quinta sobre a manutenção da prestação de serviços da empresa americana ao Brasil, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou que ainda haja relações com a Booz-Allen, mas o fim do contrato precisaria ser checado. Bernardo participou de uma audiência pública, no Senado, para falar da prática de espionagem ao País e disse achar difícil que empresas brasileiras estejam envolvidas.
O requerimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), lido no plenário da Casa na madrugada desta quinta, teve a adesão de 41 senadores - era necessária a adesão de 27 parlamentares. O próximo passo é a indicação, pelos líderes da Casa, de membros para a CPI, que será composta por 11 titulares e sete suplentes. A designação deve começar já na próxima semana, quando os líderes devem voltar a se reunir.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR), segundo vice-presidente da Casa, disse que a questão a ser tratada na comissão é prioritária. "Diz respeito à relação internacional do Brasil, à questão do foro íntimo, da vida pessoal de cada brasileiro e brasileira e portanto essas regras devem ficar bem claras e ser acompanhadas.", afirmou.



