Nota divulgada pelo Ministério da Defesa informou que o encontro entre Oliveira e Fux discutiu "o respeito às instituições" e também "a colaboração das Forças Armadas para o processo eleitoral".
Horas antes, Fux se reuniu com o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Os dois defenderam as eleições e pregaram a harmonia entre os Poderes. Pacheco classificou os pedidos de intervenção militar e fechamento do STF como "anomalias graves", que exigem respostas "na mesma proporção".
Os encontros ocorreram num momento de crise com os militares, após declarações do ministro do STF Luís Roberto Barroso sobre tentativas de uso político dos quartéis na disputa eleitoral.
À época, o titular da Defesa chamou a afirmação de Barroso de "irresponsável" e "ofensa grave". A relação se tornou ainda mais conflituosa depois que Bolsonaro propôs que as Forças Armadas fizessem uma apuração paralela dos votos, num embate direto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), não participou da conversa entre Pacheco e Fux hoje, mas disse ser preciso "apaziguar os ânimos" e "aliviar a tensão" institucional. "Nós vamos encontrar, não tenho dúvida, uma saída negociada para aliviar um momento de tensão, de pressão, quase que de um período pré-eleitoral".
Em nota, o STF afirmou que Pacheco e Fux "ressaltaram que as instituições seguirão atuando em prol da inegociável democracia e da higidez do processo eleitoral". O texto também destacou que o ministro da Defesa assegurou a participação dos militares "para que o processo eleitoral transcorra normalmente e sem incidentes".

