O MTE passa por um momento de crise. Na última segunda-feira, 9, a Polícia Federal deflagrou a Operação Esopo, revelando suposto esquema para fraudar parcerias da Pasta com o Instituto Mundial o Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), baseado em Minas Gerais, mas com atuação em diversos Estados. Segundo a PF, os envolvidos assediavam funcionários públicos para obter convênios, cujos serviços eram superfaturados ou nem sequer prestados.
Em reflexo a essa situação, Paulo Roberto Pinto pediu nesta terça-feira, 10, exoneração do cargo de secretário-executivo da Pasta. Ele era o "número 2" na hierarquia do MTE. O Ministério do Trabalho também exonerou Anderson Brito Pereira do cargo de assessor do ministro e Geraldo Riesenbeck do cargo de coordenador-geral de Contratos e Convênios da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.
Em resposta a toda essa situação, o ministro Manoel Dias convocou para a tarde desta quarta, 11, uma reunião de cúpula. A edição da nova portaria é uma resposta a tal cenário. A decisão informa que a comissão técnica será composta por 22 servidores, sendo 12 da SPPE e dez das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego nos Estados. "Deverá ser priorizada a análise dos processos relativos às entidades parceiras citadas em demandas oficiais do Departamento da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual", cita a portaria. A proposta é trabalha em regime de "mutirão", informa o ministério.



Aviso