O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta na qual se apresenta como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". O texto foi publicado depois de ele chegar aos Estados Unidos, país para onde seguiu com a família. Segundo a imprensa, a saída do território brasileiro teria ocorrido sem autorização e em desacordo com uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, o parlamentar agradece ao presidente americano, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pelo acolhimento e pelo apoio. Ele afirma que não existe mandado de prisão contra si, já que, segundo ele, não cometeu crime algum, e sustenta que a eleição foi fraudada. O senador também critica o STF e o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusa de perseguição política, e declara que a luta "não terminou no dia 25 de outubro".
Flávio Bolsonaro foi derrotado no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com cerca de 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% do candidato do PL. Na carta, o senador diz que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro a partir dos Estados Unidos e que anunciará uma estratégia para mobilizar seus apoiadores. Não há, até o momento, comprovação das acusações de fraude feitas por ele sobre o processo eleitoral.
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