Membro do Grupo Prerrogativas e crítico da Lava Jato, Botelho integra a lista de nomes que trazem o espectro da operação para as eleições deste ano. O pleito terá desde alvos da força-tarefa, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a ser condenado no âmbito da operação e, posteriormente, teve sua sentença anulada pelo STF, até o ex-coordenador da equipe no Paraná, Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sérgio Moro, ambos no Podemos.
Botelho afirmou que seu posicionamento não deve ser limitado ao antilavajatismo e que, caso seja eleito para um cargo no Legislativo, não pautará sua atuação nesse rótulo. "Não é uma questão de ser contra a Lava Jato, mas contra abusos cometidos pelo Ministério Público e pelo Judiciário, seja na Lava Jato ou em outras ações. O combate à corrupção é uma das pautas mais importantes na política, ele precisa ser aperfeiçoado e continuar sendo feito", declarou.
O advogado disse ainda que, embora tenha ressalvas, considera não haver o que contestar sobre o ingresso de Moro e Dallagnol na política. Ele defende uma quarentena para que membros do Judiciário concorram a cargos políticos. "Mas, de acordo com texto legal atual, eles podem concorrer. Não há o que contestar", afirmou.
Como mostrou o Estadão , alvos da operação voltarão às urnas este ano após decisões do Supremo que anularam condenações. Entre eles, o ex-governador Beto Richa (PSDB-PR), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e o ex-senador Gim Argello (sem partido), além de Lula.



