O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, retomou nesta semana conversas para ser candidato ao Senado por Minas Gerais. O diretório estadual da federação que o partido tem com o Cidadania e o PDT publicaram nesta quarta-feira, 26, um apelo nas redes sociais pedindo que o tucano reconsidere a decisão de não disputar este ano as eleições, após quatro décadas com mandatos eletivos.
O Estadão/Broadcast (sistema de notícia em tempo real do Grupo Estado) confirmou com a assessoria de Aécio que ele tem mantido contato com o candidato do PDT ao governo de Minas, Alexandre Kalil, a quem a federação apoia. A decisão pode sair até esta sexta-feira, 28.
De acordo com o calendário eleitoral, partidos, federações e coligações têm até 20 dias antes do primeiro turno das eleições - neste ano, até 14 de setembro - para solicitar a substituição de candidaturas aos cargos majoritários e proporcionais. Para isso, é necessário que o postulante anterior renuncie à candidatura ou seja declarado impedido pela Justiça Eleitoral.
Também na quarta-feira, o PDT mineiro anunciou a retirada da candidatura de Marcelo Heringer ao Senado. Segundo o partido, a desistência já foi protocolada na Justiça Eleitoral. Ele é irmão do presidente do PDT de Minas Gerais, Mário Heringer. Marcelo patina nas pesquisas, marcando apenas 1% das intenções de voto, segundo a Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 27.
Após o anúncio de Marcelo, o PDT e a Federação PSDB Cidadania divulgaram nota conjunta pedindo que Aécio "reveja sua decisão e aceite disputar novamente uma cadeira no Senado Federal" por Minas Gerais.
O documento é assinado por Mário Heringer e pelo presidente da Federação PSDB Cidadania em Minas Gerais, Paulo Abi-Ackel. Segundo a nota, as siglas receberam manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões do Estado em favor da candidatura de Aécio.
"Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado", afirmam os dirigentes. Os partidos também citam a dívida de Minas Gerais e afirmam que o Estado precisa de uma representação no Senado com "peso político e capacidade de interlocução" para liderar o debate.




Aviso