edilson martins
A alma do ser humano continua indecifrável. No empate de 5X5 dos embargos infringentes.
- que burocratez, meu Deus - da decisão do STF o voto minerva foi dado pelo Ministro Celso de Mello. Claro que o seu voto foi embasado na mais pura interpretação da Lei, na defesa dos direitos do cidadão, conforme há havia alertado o "novato" Roberto Barroso.
De resto, os seus pares, 11 no total, aos ouvi-los, temos certeza de que todos têm argumentos robustos na defesa de suas teses.
Embora contraditórias.
Mas a alma humana é misteriosa. Celso de Mello, e não vai aí nenhum juízo de valor, já residiu, morou junto, com José Dirceu, nos idos das vacas magras, nos idos de vida universitária. E pelo que consta não ficaram inimigos. Votou a favor dos embargos.
Joaquim Barbosa, que surpreendendo o país não aliviou para o partido que o elevou a Ministro, votou contra. Hoje o PT que ver o diabo, mas não quer ver J. Barbosa. Fux, ao esboçar independência, durante o Julgamento, foi também demonizado pelos homens do poder. Votou contra.
O "novato" Roberto Barroso, e de resto todos os outros recém-ingressados na Casa maior da Justiça brasileira, quem sabe até por gratidão, votaram a favor dos mensaleiros, neste último episódio. Alcançar o Supremo Tribunal Federal é o sonho maior de qualquer jurista.
Não estou dizendo que houve aparelhamento, você, caro amigo(a), com sua veia venenosa, é que está imaginando.
Bom, se incluirmos Lewandowski, e o Dias Tófoli, esses próximos demais deste Governo, que, curiosamente, parte dele não torce pela absolvição, pode acreditar, a conta se fecha.
Resumindo; prevaleceu de verdade o texto, a letra da Lei, os aspectos jurídicos legítimos, ou mais uma vez falaram mais alto os imponderáveis sentimentos da alma humana, seus impulsos invisíveis, suas franjas de algodão em toalhas de seda?

