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Política

Bolsonaro é alvo de panelaços pelo quinto dia seguido

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O que muda é a patente, não a patética situação na qual Bolsonaro colocou a Suframa


SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Pelo quinto dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de panelaços em protestos pelo país.

A partir das 20h deste sábado (21), foram registradas manifestações em bairros de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília. Além dos som das panelas, houve gritos de "Fora, Bolsonaro" e críticas ao presidente.

Os protestos têm sido convocado em redes sociais desde a terça-feira (17), impulsionados pela reação de Bolsonaro à crise do novo coronavírus, que afetou a rotina de milhões de brasileiros e deve ter duro impacto na economia.

Na capital paulista, foram registrados panelaços nos bairros de Bela Vista, Santa Cecília, Jardins, Pinheiros, Saúde e Pompeia. No Rio, houve protesto em Copacabana.

Em Brasília, um morador da Asa Norte, executou áudio com declarações do presidente sobre o novo coronavírus.

Em alguns locais, apoiadores de Bolsonaro reagiram aos protestos, em menor número.

Nesta sexta (20), Bolsonaro disse que não está preocupado com os panelaços.

"Eu não estou preocupado com o panelaço. Eu estou preocupado com o vírus, com a saúde, com o emprego do povo brasileiro", afirmou, em entrevista na frente do Palácio da Alvorada. "Qualquer panelaço, qualquer coisa que venha a acontecer é manifestação democrática. Toca o barco."

"Se alguém marcar um panelaço contra a Globo, vocês vão ver que vai ser ensurdecedor nas cidades. Eu não vou marcar um panelaço contra a Globo. Não é essa a minha preocupação. Mas, se marcarem contra a Globo e contra algumas autoridades que temos por aí, certo, vai ter um som ensurdecedor. Eu não quero entrar nessa briga. A minha briga é outra. É a saúde, é a vida, é o emprego, é a segurança do povo brasileiro", completou Bolsonaro.

Um dia após ter se referido ao coronavírus como uma "gripezinha", o presidente lamentou neste sábado a morte de pessoas diagnosticadas com a Covid-19 e disse que seu dever é impedir que o pânico tome conta do país.

Nas redes sociais, em um tom diferente ao adotado nas últimas semanas, Bolsonaro afirmou que reconhece a seriedade do momento e o temor de muitos brasileiros.

"De todo modo, às famílias que hoje sofrem a perda de seus entes por conta desta epidemia, a minha solidariedade. Essas perdas também são nossas, afinal, somos todos uma grande família. Dou-lhes a certeza de que lutarei com todas as minhas forças para proteger a nossa nação", escreveu.

Após repercussão negativa, Bolsonaro comemorou neste sábado seu aniversário de 65 anos no Palácio da Alvorada ao lado apenas de familiares e assessores. Ele cantou parabéns ao lado da filha caçula, Laura, e na presença dos três filhos mais velhos, Flávio, Eduardo e Carlos.

Ele havia afirmado na terça-feira (17) que faria uma "festinha tradicional", mesmo diante da orientação do Ministério da Saúde para que as pessoas evitem aglomerações.

Na quinta-feira (19), no entanto, disse que seria uma celebração pequena, porque não gosta muito de comemorar aniversário.

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