Vizinho é preso por estuprar e ameaçar de morte criança de 7 anos no Manaquiri
Manaus/AM – Um idoso de 69 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante após estuprar uma criança de apenas 7 anos no município de Manaquiri, no interior do estado. O homem era vizinho da vítima e conhecido da família.
Segundo a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, o suspeito atraiu a vítima até sua residência com a promessa de dar um dindin de graça. Dentro da casa, levou a menina para um quarto, cometeu o abuso e depois a ameaçou de morte caso revelasse o crime.
O caso só foi descoberto porque a criança dormiu na casa da tia, que percebeu que a menina estava com dificuldades para caminhar. Ao desconfiar da situação, notou que as partes íntimas da criança sangravam e apresentavam secreção incomum.
A delegada relatou: “Ela percebeu desde o primeiro momento que a criança estava com dificuldade de locomoção e se queixava de dores nas partes íntimas. Ao examinar, viu que as roupas estavam manchadas de sangue. Muito nervosa, passou a questionar a menina sobre o que havia acontecido.”
Ao ser questionada, a criança revelou o abuso: “A menina hesitou bastante até relatar que havia sido ameaçada pelo vizinho. Disse que no dia anterior foi até a casa dele, que mora próximo e tem uma pequena taberna onde comercializa dindin. Ela teria ido comprar o doce, mas o homem a atraiu para dentro da residência dizendo que daria de graça se ela deixasse ele beijá-la. Em seguida, levou a criança até um quarto e, mediante violência e ameaça, abusou sexualmente dela.”
A delegada destacou a gravidade da situação: “A criança apresentava lesões visíveis, sangramentos, e foi encaminhada imediatamente para atendimento médico. Além disso, foram coletados vestígios biológicos para exame pericial.”
Ela explicou que o crime se enquadra como estupro de vulnerável, mas também pode ser caracterizado em contexto de exploração sexual: “Sempre que há essa troca, configuramos exploração sexual. Mas, pela gravidade da conduta, a tipificação é estupro de vulnerável.”
A polícia agiu rapidamente após a denúncia da família: “Ele foi identificado, levado para a delegacia e autuado em flagrante. Já solicitei a conversão da prisão em preventiva, para que diante da gravidade do fato ele não seja liberado em audiência de custódia.”
A criança está recebendo acompanhamento médico e psicológico. O caso foi encaminhado ao SAVES (Serviço de Atendimento à Vítima de Violência Sexual) e ao CREAS, que darão suporte psicológico e social.
“Sabemos que as consequências são nefastas, principalmente nessa fase da vida. Por isso, além da coleta de provas, o cuidado com a vítima é prioridade”, ressaltou a delegada.
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