Um homem de 19 anos foi morto por engano dentro do Hospital Centenário, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na madrugada desta sexta-feira (9). A informação foi confirmada pela Polícia Civil. Por volta das 3h15, quatro homens teriam chegado ao hospital atrás de um outro paciente, de 28 anos, que tinha sido baleado na quarta-feira (7) na Vila Brás, na mesma cidade.
Segundo o G1 Rio Grande do Sul, por engano, o jovem Gabriel Minossi, que estava internado após ter sofrido um acidente de trânsito, foi morto pelos bandidos. Além da vítima, outras duas pessoas ficaram feridas, segundo o delegado Alexandre Quintão.
A polícia divulgou imagens das câmeras de segurança que registraram o momento em os criminosos chegaram de carro ao hospital. Dois homens descem e são vistos correndo armados pelos corredores, à procura da vítima. Enquanto isso, outros dois, carregando armas longas, aguardam em frente à recepção.
Conforme o pai do jovem morto, Marcelo Minossi, o alvo dos bandidos chegou a ficar na mesma ala que Gabriel, mas na tarde de quinta-feira (8) foi transferido para outro setor porque já havia boatos de que poderia ocorrer alguma confusão.
Conforme o delegado, o alvo dos atiradores cumpria pena no regime fechado e conseguiu progressão para o semiaberto. Como não havia vagas no regime semiaberto, ele foi solto no dia 17 de outubro. O homem seria incluído no sistema de monitoramento eletrônico e colocaria tornozeleira.
Na quinta-feira (8), o Hospital Centenário encaminhou um pedido de escolta para a Brigada Militar informando que o alvo dos bandidos estava sofrendo ameaças. O homem havia dado entrada no hospital no fim da tarde de quarta (7).
O comandante do 25° Batalhão da Polícia Militar em São Leopoldo, tenente-coronel Carlos Daniel Coelho, afirmou ao G1 que a BM recebeu o pedido do hospital na tarde de quinta e adotou as medidas pertinentes dentro das informações que receberam e das condições que tinham.
O comandante ainda ressaltou que o hospital também adotou medidas de proteção, levando o paciente para um local isolado. "A segurança do hospital estava em alerta, hospital tem guarda armada, e também tem atribuição de guarnecer pacientes e seus funcionários", afirma.
O tenente-coronel relatou também que a Brigada executa o trabalho em toda a cidade de São Leopoldo com dois a três policiais no patrulamento nas ruas.

