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Trio preso por agiotagem em Manaus monitorava vítima e cobrava dívida que não existia

Trio preso por agiotagem em Manaus monitorava vítima e cobrava dívida que não existia
Delegada Débora Barreiros - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

A delegada Débora Barreiros deu detalhes da prisão de três agiotas que foram presos nessa quarta-feira (25), no bairro Aleixo, na zona sul, após serem flagrados monitorando e ameaçando uma idosa de 63 anos em Manaus. Entre os detidos, dois foram identificados Ataíde e Leonardo, que agiam de forma conjunta em atividades criminosas, o terceiro homem não teve o nome divulgado.

Segundo a investigação, o grupo monitorava a residência da vítima em tempo real e no dia do crime, chegou a enviar fotos para ela mostrando uma arma e sinalizando que estava lado de fora.

"A vítima relatou que estava recebendo fotos de sua residência acompanhadas de novas ameaças e cobranças de uma suposta dívida. Diante disso, a equipe policial decidiu abordar um veículo que circulava na rua da casa da vítima. Nesse momento, os ocupantes empreenderam fuga. Os policiais iniciaram a perseguição e observaram que os suspeitos começaram a se desfazer de objetos pela janela do carro, incluindo celulares e uma arma de fogo. A perseguição seguiu até a avenida Constelação, no bairro Aleixo, onde os três homens foram alcançados e presos em flagrante".

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Na fuga, os suspeitos descartaram objetos como celulares e uma arma pela janela do veículo. Apenas uma parte da arma foi encontrada.

"A equipe retornou então ao local aonde eles haviam começado a se desfazer de objetos. Não conseguimos lograr êxito em encontrar arma de fogo, mas encontramos um acessório da arma de fogo.

O Mecanismo da "Dívida Infinita"

A investigação revelou um esquema de juros abusivos que asfixiava as finanças da vítima, que possui um pequeno comércio. Segundo a delegada, a idosa relatou ter tomado R$ 500 emprestados em outra ocasião e já havia pago mais de R$ 1.000. Além disso, o débito seria com outro agiota e não com quem o grupo afirmava que ela havia contraído o empréstimo.

A vítima contou que já havia feito empréstimos com agiotas, mas destacou que, especificamente em relação ao homem que estava cobrando, não tinha nenhuma dívida. Ela relatou ainda que os juros cobrados eram abusivos: chegou a pegar R$ 500 e já havia pago mais de R$ 1.000, com parcelas diárias de R$ 50 a R$ 60, sem que a dívida tivesse fim. Ou seja, em outra oportunidade ela realmente havia contraído empréstimos, mas reforçou que, para esse cobrador em questão, não devia nada.

Durante depoimento, o trio confessou que faz parte de um grupo de agiotagem. Os três homens responderão por: extorsão e ameaça; associação criminosa; porte ilegal de arma de fogo e crime de agiotagem.

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