Manaus/AM - Maryelza de Souza Nunes, 43, Leonardo Alves de Carvalho, 40, e Wanderley Vieira Nunes, 36, foram presos suspeitos de participar do assassinato de Jonas de Souza Martins, 38, no bairro Petrópolis, na zona sul. A vítima foi esquartejada e teve as partes espalhadas por diversas ruas do bairro.
A cabeça de Jonas foi achada dentro de um esgoto. Segundo o delegado Ricardo Cunha, o crime ocorreu no dia 1º de janeiro deste ano, na rua Fragata. Na delegacia, os suspeitos confessaram o crime e contaram com detalhes como atraíram Jonas para a morte.
"Eles contam que utilizaram a história de ir para uma área de fazer uso de entorpecentes e lá ele foi morto a pauladas e pedradas e posteriormente foi esquartejado”, afirma o delegado.
Um fato importante é que os suspeitos são parentes e conheciam a vítima. Marielza é esposa de Wanderley, que por sua vez, é primo de Leonardo.
Todos alegam que já tiveram problemas anteriores com Jonas, Wanderley chegou inclusive a justificar que matou o homem porque ele já havia tentado estuprar sua filha.
“Todos são moradores do bairro, eram conhecidos da vítima e alegam que ela era de difícil convivência, uma pessoa que vivia arrumando confusão. Ele já tinha se desentendido com ambos, no próprio natal ele já tinha se desentendido com Leonardo, ocasião em que ele desferiu um soco nessa pessoa. Ele já tinha brigado com o Wanderley há um mês atrás, segundo Jonas, ele já tinha sofrido uma tentativa de homicídio por parte dele e o Vanderlei alega que o Jonas queria estuprar sua filha. Por essa razão, o crime foi praticado com requintes de crueldade como eles alegam no depoimento”, diz Ricardo Cunha.
Após o assassinato Leonardo decidiu esquartejar Jonas e “desovar” os membros em diferentes ruas do bairro. “Ele é morador de rua e como ele tinha apanhado do Jonas no natal, essas são as palavras que ele usa, aquilo foi consumindo ele e ele não aguentou e planejou esse crime e teve a ajuda do Wanderley”, destaca.
Marielza não estava na cena do crime, mas foi vista lavando o sangue de Jonas das ruas do bairro, tentando ocultar provas. De acordo com o delegado, ela vai responder por fraude processual e associação criminosa.

