Milicianos e traficantes que se dizem "evangélicos" firmaram um acordo para dominar juntos o intitulado "Complexo de Israel", uma comunidade que abrange as favelas Vigário Geral, Cidade Alta e Parada de Lucas, no Rio de Janeiro.
Uma investigação da polícia do estado descobriu que os traficantes proibiram a prática da religião africana no local e que está expulsando e até matando quem se recusa a obedecer. Só para se ter uma ideia, os dominantes proibiram até que a população vista branco no território, por ser uma cor comumente usada por praticantes do candomblé.
Pais e mães de santo também estão sendo mandados embora e quem ousa desafiar as ordens, acaba morrendo.
Além disso, o objetivo da união dos grupos também é destronar um grupo rival e tomar novos territórios. A aliança foi descoberta durante a apuração do caso de dois milicianos que foram assassinados e incendiados em Quitungo.
As vítimas teriam morrido por não concordarem com a fusão e se romperem com a milícia. O crime ocorreu em junho do ano passado e na ocasião, três policiais militares que teriam ordenado as mortes foram presos. O Complexo de Israel está em plena expansão e a situação torna-se ainda mais preocupante para o estado.

