Manaus/AM - A polícia revelou na manhã desta quinta-feira (26), que a tia do menino de 2 anos, que morreu no hospital após ser espancado por ela e pelo esposo, Patrick Macedo Bastos, 23, tentou estrangular a criança com as próprias mãos durante um acesso de raiva.
A mulher foi presa nesta quarta-feira (25), e contou em depoimento à polícia que o feriu na tentativa de esganá-lo, mas disse que nunca teve a intenção de matá-lo.
“Ela apenas admitiu as agressões de unha, ele estava com vários arranhões de unha no pescoço e desde o primeiro momento ela admitiu essas agressões. Ela tinha as unhas grandes e teria tentado esganá-lo. Ela disse que não lembra porque fez isso, mas não tinha a intenção de matar a criança”.
Apesar da declaração, a mulher afirma que não tinha o hábito de agredir a criança e que foi o marido dela o responsável pelas lesões que levaram à morte da criança.
“Ela conta que no dia anterior ele chegou do trabalho e aborrecido porque a criança fazia as necessidades fisiológicas em várias partes da casa, teria dado uma surra na criança e a derrubado no banheiro. E a partir daí, a criança passou a ter febre, que foi até aumentando até ela ter uma convulsão”, detalha a delegada.
Patrick, por sua vez, culpou a esposa e disse que nunca bateu na vítima. “Ele nega qualquer tipo de agressão, imputa à ela, diz que chegou do trabalho e já encontrou a criança desmaiada. Diz que constantemente via marcas no corpo da criança, não presenciava as agressões, mas sabia que era ela porque a vítima sempre estava com lesões em várias partes do corpo”, explica Joyce.
As agressões causaram hemorragia cerebral e lesões gravíssimas que levaram à morte do bebê. Para a polícia, os dois agrediram a criança durante todo os três meses em que a vítima esteve na casa deles. O casal fica agora à disposição da Justiça e vai responder por tortura e morte do menino.




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