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Suspeito de jogar arma usada na morte de Marielle no mar pediu à Justiça para não depor

Caso Marielle

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Suspeito de jogar arma usada na morte de Marielle no mar pediu à Justiça para não depor
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Josinaldo Freitas, suspeito de embaraçar as investigações da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes ao jogar armas no mar, pediu um salvo conduto à Justiça meses antes de ser preso nesta quinta-feira (3). Outras quatro pessoas também foram detidas na operação.

Segundo um site de notícias do Globo, o material pertencia a Ronnie Lessa, que é apontado como o assassino de Marielle e Anderson. A polícia investiga se a arma usada no atentado também foi descartada.

O pedido de Josinaldo foi negado em agosto pelo Tribunal de Justiça do Rio e incluía uma cópia do mandado de intimação para que, naquela época, ele prestasse depoimento na Divisão de Homicídios.

'Estão procurando no lugar errado', diz suspeito

A decisão do juiz Aylton Cardoso Vasconcellos diz que Josinaldo pediu "a expedição de salvo conduto, considerando a possibilidade do Delegado de Polícia representar pela sua prisão temporária".

A quebra de sigilo telefônico de Josinaldo corroborou os indícios de que ele sabia que estava se livrando de provas. O pescador que o levou de barco até alto mar diz que ele carregava uma caixa, de onde tirou 6 fuzis.

Além disso, uma mensagem enviada por Josinaldo para um advogado fortaleceu a tese. Na época em que os investigadores buscavam o armamento ele escreveu: "Eles estão procurando no lugar errado".

Além de Josinaldo Freitas, o Djaca, foram presos nesta quarta:

Ronnie Lessa, preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte;
Elaine Lessa, mulher de Ronnie, que também é dona do apartamento onde as armas estavam;
Márcio Montavano, o Márcio Gordo, teria tirado as caxias de armas de dentro do apartamento de Ronnie e Elaine Lessa;
Bruno Figueiredo, irmão de Elaine, suspeito de ajudar Márcio na execução do plano;

Ronnie Lessa é apontado como o executor. Ele já está preso numa penitenciária de segurança máxima e teve um novo mandado de prisão expedido.

A polícia afirma que o descarte do armamento aconteceu dias depois da prisão de Ronnie, em 12 de março, e teria contado com a participação de quatro pessoas, entre elas a mulher e o cunhado do PM reformado.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, um pescador contou que um comparsa de Ronnie Lessa contratou seu barco e jogou seis armas no mar perto das Ilhas Tijucas.

 

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