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STJ mantém "João Branco" em presídio federal de segurança máxima

STJ mantém "João Branco" em presídio federal de segurança máxima
STJ mantém "João Branco" em presídio federal de segurança máxima

Manaus/AM- O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus e decidiu manter João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco" e apontado como um dos líderes da organização criminosa Família do Norte (atualmente Cartel do Norte), sob regime de segurança máxima em um presídio federal em Campo Grande. A defesa buscava sua transferência para o sistema penitenciário do Amazonas.

João Branco, que cumpre pena superior a 112 anos por crimes como tráfico de drogas e organização criminosa, foi transferido para o sistema federal em 2016, durante a Operação La Muralla. Sua permanência em unidades federais tem sido sucessivamente renovada por decisões da Vara de Execuções Penais de Manaus.

A organização da qual faz parte teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) após perder controle do tráfico no Amazonas.

A defesa argumentou que a manutenção no sistema federal configurava uma punição indefinida, sem base em fatos atuais e sem oitiva prévia da defesa técnica, o que afrontaria princípios como legalidade e dignidade humana.

No entanto, o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator do caso, destacou a alta periculosidade de João Branco e sua função de liderança em organização criminosa, além da prática reiterada de crimes violentos. O ministro ressaltou que a jurisprudência do STJ, consolidada na Súmula 639, dispensa a obrigatoriedade de oitiva prévia da defesa em decisões de transferência ou manutenção em presídios federais. Concluiu que a decisão da Vara de Execuções Penais observou os requisitos previstos no Decreto nº 6.877/2009, e que não houve flagrante ilegalidade que justificasse o deferimento do pedido.

Com a decisão, João Branco permanece em Campo Grande, afastando a possibilidade de seu retorno ao sistema prisional do Amazonas.

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