Manaus/AM - O caso de uma criança de dois anos que teria morrido após ser supostamente estuprada pelo pai, um homem de 52 anos, na última segunda-feira (6), no bairro Jorge Teixeira, sofreu uma reviravolta nesta sexta-feira (10).
Isso porque o laudo pericial descartou qualquer tipo de violência sexual e revelou que a morte da bebê foi acidental, como a mãe havia afirmado no início.
Segundo a delegada Joyce Coelho, a causa da morte foi asfixia mecânica causada pela queda do homem sobre a menina. Na ocasião, o pai teria passado mal e acabou desabando tanto sobre a bebê, quanto sobre a outra filha mais velha de 6 anos.
“Essa criança não sofreu qualquer tipo de violência sexual (...) Ela morreu por fatalidade, esse pai caiu sobre ela. Ele era um homem doente que fazia hemodiálise três vezes por semana e sequer tinha força para pegar um copo de água, e estava sofrendo desmaios. O pai caiu com todo o peso em cima das duas filhas biológicas, mas machucou mais a menor”.
Joyce conta que por conta do peso da pressão sobre a região torácica, a vítima sofreu esmagamento e se sufocou no próprio sangue.
“A morte foi uma fatalidade, foi acidental. Ele fez muito peso sobre a criança e saiu muito sangue porque a pancada maior foi na região frontal dela. E como ela estava no chão, o sangue se espalhou pelo nariz e por todo o corpo e ela foi a óbito na hora”.
A delegada ressalta que o depoimento da outra criança também foi fundamental para elucidar o caso e inocentar o homem, que morreu no dia do ocorrido em decorrência de um infarto.
“Nós passamos a criança de 6 anos por uma escuta especializada, ela está traumatizada porque presenciou a morte do próprio pai e da irmã e também está machucada”.

