Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas deflagrou a primeira grande operação de 2026 no combate à pedofilia, em Itacoatiara. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva contra homens acusados de estupro de vulnerável. O que une todos os casos é um padrão alarmante: os agressores tinham total confiança das famílias e utilizavam o acesso livre aos lares para cometer os crimes.
Os Alvos da Operação
A operação retirou de circulação quatro criminosos que atuavam de forma continuada, em alguns casos há mais de três anos:
Padrasto (36 anos): Acusado de abusar da enteada de 14 anos. Os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas 11 anos.
Tio (41 anos): Preso pelo estupro da sobrinha de 13 anos.
Companheiro da mãe (65 anos): Investigado por abusar da enteada de 10 anos de idade.
Tio Reincidente: Acusado de abusar de três sobrinhas, com idades de 6, 8 e 15 anos.
Durante a coletiva de imprensa, a autoridade policial trouxe dados estatísticos preocupantes sobre a realidade do interior do estado. Em 2025, a Polícia Civil prendeu mais de 270 abusadores no interior do Amazonas, e em 90% desses casos, o crime aconteceu dentro de casa, praticado por parentes de sangue ou padrastos.
O delegado Paulo Mavignier fez um apelo direto à população para que rompa o ciclo de silêncio que frequentemente protege esses criminosos. "O abusador não para. Ele abusa das filhas, depois das netas, das sobrinhas. A família tende a 'passar pano' por vergonha ou culpa o álcool, mas a essência é de um pedófilo", afirmou. A orientação é clara: fiscalização mútua entre os adultos e vigilância constante sobre quem tem acesso às crianças.
Resposta da Polícia
As investigações apontam que a maioria dos abusos ocorria há pelo menos um ou dois anos antes da denúncia. A operação é vista como uma prestação de serviço essencial para iniciar o ano de 2026 com foco na repressão e, principalmente, na prevenção de novos casos.
A Polícia Civil reforçou que, ao identificar qualquer sinal de abuso, a família deve escolher o lado da vítima e procurar a delegacia imediatamente. Os quatro presos agora permanecem à disposição da Justiça em Itacoatiara, onde responderão pelos crimes de estupro de vulnerável.





