Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deu mais detalhes, nesta terça-feira (12), sobre a prisão de três homens suspeitos de envolvimento no assalto a um grupo de 11 turistas paranaenses no Centro de Manaus. A operação foi coordenada pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o prejuízo estimado às vítimas foi de cerca de R$ 50 mil.
Foram presos Alessandro Mata do Rego, 41, Marco Antônio Batista, 25, e Thiago Nazaré Araújo, 30. Segundo o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP, o crime ocorreu no dia 23 de junho, quando os suspeitos e outros cinco comparsas abordaram os turistas na rua Marechal Deodoro, no Centro, roubando celulares, joias e outros pertences de alto valor. Durante a ação, houve violência física e uso de arma de fogo ou simulacro.
As investigações começaram logo após o registro da ocorrência e levaram à identificação dos oito envolvidos. Mandados de prisão preventiva foram expedidos, e três deles foram cumpridos nesta semana. 'Nós conseguimos efetuar as prisões com o apoio de 22 policiais disfarçados que atuaram na região da Marechal. Esse trabalho também resultou na criação de um banco de 70 fotografias de suspeitos de crimes na área", afirmou o delegado.
De acordo com a polícia, o grupo utilizava disfarces, como placas de "vende-se ouro" e roupas comuns na região, para se misturar ao comércio de rua. Palavras-código, como “ouro”, eram usadas para sinalizar a escolha de uma vítima, momento em que os comparsas se aproximavam e realizavam o ataque de forma rápida e agressiva. Parte dos assaltantes também teria participação em outros crimes investigados na região.
"Eles usam inclusive algumas palavras-chave, tipo: compra o ouro; ele grita alto para avisar os demais comparsas de que aquela pessoa é a que vai ser atacada como vítima, né. [...] Eles falam alguma frase dentro daquele contexto de uma maneira destacada para acionar os demais comparsas a atacar aquela pessoa. Esses assaltos são feitos com arma de fogo e com agressividade, empurrando as vítimas no chão, com socos, enfim, todo tipo de situação aterrorizadora em relação à vítima.", disse o delegado.
O delegado Marcelo Martins destacou que o combate à criminalidade no Centro de Manaus exige não apenas ações das polícias Civil e Militar, mas também o envolvimento de órgãos de fiscalização administrativa. Segundo ele, a desorganização do comércio e a presença de atividades ilegais favorecem a atuação de criminosos. “O crime prospera na desordem. É preciso uma ação conjunta para que o Centro volte a ser um local seguro e atrativo”, reforçou.
Os três presos foram encaminhados à audiência de custódia e responderão por roubo majorado. As investigações continuam para localizar e prender os outros cinco suspeitos. A Polícia Civil informou que seguirá realizando operações e abordagens na área para inibir crimes e ampliar o banco de dados de suspeitos, visando reduzir a criminalidade na região central de Manaus.





