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Presos envolvidos em massacre já haviam sido transferidos após chacina no Compaj em 2017

Massacre no Amazonas

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Presos envolvidos em massacre já haviam sido transferidos após chacina no Compaj em 2017
Presos envolvidos em massacre já haviam sido transferidos após chacina no Compaj em 2017
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Manaus/AM - Parte do grupo de presos suspeitos de envolvimento no massacre dos dias 26 e 27 de maio deste ano, que foram transferidos nesta semana para presídios de segurança máxima fora do Amazonas, já haviam sido transferidos por suspeita de  ligação com o massacre de 2017. A informação consta na decisão que autorizou a ida dos custodiados para fora do Estado após o massacre dos 55 detentos em quatro cadeias de Manaus.

Conforme o documento, pelo menos três detentos já haviam sido transferidos anteriormente, sendo eles Danilo Oliveira Duarte, o 'Paulistinha'; João Ricardo Santos da Costa, o 'Kaká'; e Demétrio Antonio Matias, o 'DM'. O trio é suspeito de envolvimento com uma facção criminosa que atua em cadeias do Estado.

A transferência do trio para presídios federais ocorreu após o massacre de mais de 60 presos em 2017, considerada a maior matança do sistema carcerário do Estado. Porém, eles retornaram ao sistema penitenciário do Amazonas em 2018. No documento, assinado pelos juízes Rômulo Garcia Barros Garcia e Ronnie Frank Torres Stones, não é citado o motivo do retorno dos detentos.

De acordo com a Vara de Execuções Penais (VEP), o prazo máximo para um detento permanecer preso em uma unidade prisional em outro estado é de até 360 dias. Após o prazo máximo, ele deve retornar a sua comarca de origem. Apenas em casos excepcionais o prazo pode ser superior a 1 ano. Desta forma, os três detentos tiveram que ser devolvidos para os presídios do Amazonas.

Além dos 17 presos transferidos na quinta, 9 já haviam deixado Manaus no começo da semana. Segundo o governo, eles teriam tido participação na chacina deste ano. Porém, o Ministério Público do Amazonas afirma eles não são os mandantes dos crimes.

 

 

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