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Porteiro de escola ajudava a recrutar crianças para abusos, diz polícia

Porteiro de escola ajudava a recrutar crianças para abusos, diz polícia
Porteiro de escola ajudava a recrutar crianças para abusos, diz polícia

Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas deflagrou um novo braço da "Operação Mateus 7:15", resultando na prisão de três homens suspeitos de favorecer a exploração sexual de crianças e adolescentes, além de armazenar e compartilhar pornografia infantil. A ação é um desdobramento de uma operação anterior, realizada em março de 2025, que levou à prisão de um líder religioso por crimes semelhantes.

A prisão do líder religioso foi a ponta de um iceberg. “Esse inquérito foi concluído, foi encaminhado à justiça, mas como é de praxe, as investigações da Polícia Civil só terminam quando de fato não há mais nada a ser apurado”, disse o delegado Bruno Fraga. 

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A partir do celular do primeiro suspeito, a polícia conseguiu identificar uma rede de compartilhamento de conteúdo pornográfico. “Em decorrência do celular desse líder religioso, nós conseguimos, por meio de investigação, detectar uma rede de compartilhamento e uma rede de interlocutores que compartilhavam essas informações”, acrescentou a delegada Mayara Magna.

Um suspeito de 46 anos, pai de dois filhos, teria permitido que o líder religioso ficasse a sós com seus filhos, resultando em toques inadequados em um adolescente de 12 anos. “Quando ele foi ouvido, ele confirma que deixou o líder ir para a casa dessas crianças e que deixou eles a sós com ele”, detalhou a delegada. Se as acusações forem confirmadas, ele responderá por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável por omissão.

Outro preso, um porteiro de 39 anos que também trabalhava como motorista de aplicativo, é suspeito de captar crianças para o líder religioso e de trocar materiais pornográficos. “Muito grave por ser porteiro de escola, porque ele justamente ficava captando crianças para esse líder religioso e ficavam trocando materiais pornográficos”, afirmou a delegada.

O terceiro suspeito teria confessado, por meio de mensagens, ter cometido estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos e um adolescente de 13. Ele também trocava e compartilhava conteúdo pornográfico com o líder religioso. "Se tudo ficar confirmado, ele vai responder por estupro de vulnerável e também pelo armazenamento e pelo comportamento de pornografia infantil", concluiu a delegada.

A Polícia Civil afirmou ter obtido provas documentais e elementos de confissão, embora os suspeitos tenham negado as acusações durante o depoimento. A investigação continuará com a análise dos aparelhos telefônicos apreendidos nas residências dos suspeitos.

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