Manaus/AM - A polícia divulgou detalhes sobre a operação que resultou na prisão de um homem e na identificação de outros dois suspeitos de pedofilia, ocorrida recentemente em Boca do Acre. As prisões aconteceram em diferentes pontos da cidade: o primeiro suspeito foi detido no bairro Macaxeral, enquanto os outros dois foram localizados na Praia do Gado e no Platô do Piquiata.
Entre os alvos da ação, está um homem de 46 anos, bastante conhecido na região, suspeito de abusar da própria enteada de apenas 8 anos. "A maioria das atuações dos abusadores é por meio de telefone, telefone celular. No caso do que foi preso, era pela convivência no âmbito familiar, onde acontece a maioria dos casos de abuso sexuais, são dentro da própria casa", explicou o delegado Paulo Mavignier.
Em outro caso, a investigação revelou que um homem mantinha conversas de cunho sexual com uma adolescente de 12 anos. A denúncia partiu da mãe da vítima, que alertou as autoridades sobre o ocorrido.
A terceira frente da operação resultou em um mandado de busca e apreensão contra um indivíduo que mantinha em seu celular conteúdo pornográfico infantil, além de conversas com menores.
A polícia reforça a importância de a população estar atenta aos sinais de abuso sexual em crianças, especialmente quando o agressor é alguém próximo. Em bebês, os sinais podem incluir mudanças de comportamento, agressividade, perda de apetite, medo irracional de determinada pessoa e, alarmante, inflamação nos órgãos genitais. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, pois o profissional de saúde tem o dever de informar a polícia caso detecte indícios de abuso.
"A gente precisa exterminar isso, a gente precisa mudar essa realidade, cessar essas violências, porque a gente não pode permitir que uma criança fique sendo abusada desde 2, 3 anos de idade até ela chegar na maioridade e criar coragem para denunciar. Nós precisamos mudar essa cultura no interior do Amazonas", ressaltou a autoridade policial.
Embora o teor exato das conversas entre os abusadores e as vítimas não possa ser divulgado devido ao sigilo das investigações, a polícia confirmou que se tratam de conversas "comprometedoras", envolvendo troca e pedido de fotos íntimas, inclusive de crianças. "São situações que são repugnantes, que violam a inocência das crianças", esclareceu.



