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Polícia dá detalhes de como funcionava rede de prostituição infantil liderada por mulheres em Manaus

Empresários eram clientes especiais

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Polícia dá detalhes de como funcionava rede de prostituição infantil liderada por mulheres em Manaus
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Manaus/AM - A Polícia Civil deflagrou na manhã dessa terça-feira (18) a “Operação 666” que investiga uma rede de exploração sexual infantil que opera em Manaus. Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a operação é um desdobramento do “Caso Fabian”, onde o empresário foi detido dentro de um motel com uma adolescente de 13 anos na Zona Norte. A agenciadora que é tia da garota também foi presa no local.

Joyce explica que durante a operação um homem e uma mulher foram presos. Raimundo Alves do Vale Filho, 52, dono de uma loja de materiais de construção, era cliente do grupo e Ana Cássia da Silva Bentes, 23, é apontada como amiga e sócia da tia da primeira vítima descoberta.

De acordo com a delegada, após a quebra de sigilo telefônico de Fabian Neves e da mulher, a polícia chegou a Raimundo e Cássia. Nas mensagens pegas no aparelho os investigadores descobriram que à Ana cabia a função de aliciar novas menores para o esquema. A maioria das vítimas tem idade entre 11 e 14 anos e reconheceram os suspeitos na sede do Depca.

A PC acredita que nomes de outros possíveis clientes ainda devem aparecer no decorrer da investigação. Sobre o perfil das vítimas, Coelho diz que o grupo abordava garotas pobres em zonas periféricas de Manaus e que o foco eram sempre as mais novas pra agradar os clientes:

“As mulheres viam o perfil da criança que interessava os pedófilos e os abusadores, que é um perfil de criança de pouca idade, pouca compleição física que se assemelham à crianças mesmo. Elas chegavam a diminuir a idade das meninas para atrair o interesse do abusador”, afirma.

As suspeitas cobravam por programa entre R$ 1.200 e R$ 1.500, desse valor apenas R$ 100 eram entregue as garotas. Joyce afirma que na maioria dos casos, a aliciamento acontecia dentro das escolas e os pais não tinham conhecimento da situação. Até o momento, foram identificadas seis vítimas do esquema criminosos.

Todos os envolvidos serão autuados por estupro de vulnerável e favorecimento das prostituição.

 

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