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PM é preso ao matar por engano adolescente que ia comprar bolachas

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PM é preso ao matar por engano adolescente que ia comprar bolachas
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A Justiça tornou réu e decretou a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar (PM) Alécio José de Souza pelo crime de homicídio por dolo eventual, por entender que assumiu o risco de matar Luan Gabriel Nogueira de Souza, de 14 anos, em 5 de outubro de 2017 em Santo André, ABC Paulista.

Segundo o G1 São Paulo, o adolescente estava indo comprar bolachas quando foi morto por engano. O policial está preso desde a semana passada no presídio da PM Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Sua defesa informou nesta segunda-feira (20) que irá recorrer da decisão que o prendeu.

De acordo com a acusação, o policial atirou a esmo contra um grupo de suspeitos de roubarem motos, mas a bala atingiu a nuca de Luan, que morreu na Travessa 7 da Rua Paraúna, no Parque João Ramalho.

Naquela ocasião, a abordagem foi feita por Alécio e outro policial militar, que não atirou. No boletim de ocorrência do caso, os dois agentes da PM haviam alegado que foram recebidos a tiros por um ladrão de motos que empunhava um revólver calibre 38 e depois fugiu com a arma.

No revide de Alécio, a bala feriu Luan, instantes antes de ele ir ao mercado comprar bolachas com o troco que tinha ganhado da mãe de um amigo.

Testemunhas contaram ter visto o cabo se aproximar do corpo do adolescente e dar disparos em direção ao local onde estava anteriormente, na tentativa de forjar um tiroteio que não existiu.

Em sua decisão, a juíza Milena Dias, decretou neste mês de agosto a prisão preventiva do cabo sob o argumento de que há indícios de “alteração do cenário do crime” e para que não ocorra “coação” de testemunhas.

A prisão preventiva estabelece que o réu fique detido até o seu eventual julgamento. Para a promotora Manuela Schreiber Silva e Souza, Alécio “assumiu o risco da produção do resultado morte, ao atirar sem ter alvo definido, contra um grupo de pessoas, sem aguardar a chegada do reforço policial para realizar a abordagem”.

Flávia Magalhães Artilheiro, advogada de defesa de Alécio, falou que irá impetrar pedir à Justiça que seu cliente responda ao crime em liberdade.

 

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