Manaus/AM - A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Ouro Negro, uma ação de combate ao garimpo ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami. No Amazonas, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em áreas suspeitas de envolvimento no esquema de extração e transporte irregular do minério conhecido como “ouro negro”.
Além do Amazonas, a ação ocorreu em Roraima, São Paulo e Rio de Janeiro. Em Roraima, um mandado foi cumprindo dentro da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 265 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades econômicas de empresas envolvidas.
Segundo a PF, servidores públicos facilitavam o esquema criminoso. No Amazonas, os mandados visam identificar conexões locais com o transporte e comercialização da cassiterita extraída de forma ilegal.
A investigação aponta que empresas usavam licenças ambientais fraudulentas para “esquentar” o minério extraído ilegalmente. A cassiterita é usada na fabricação de latas, vidros, peças automotivas e telas de celulares. A operação teve início após a apreensão de duas toneladas do minério em Boa Vista (RR).
A operação integra a Operação Libertação, que cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 709, voltada à proteção dos povos indígenas contra o avanço do garimpo ilegal.



