Uma operação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Nacional do Peru destruiu 15 laboratórios clandestinos de refino de cocaína e inutilizou quatro pistas de pouso ilegais na faixa de fronteira amazônica entre os dois países. A ação, batizada de Amazonía 2026, foi divulgada pela PF em 4 de setembro e ocorreu na província de Mariscal Ramón Castilla, na região de Loreto, área peruana que faz divisa com o Amazonas, no eixo do Alto Solimões.
O trabalho reuniu a PF, a Direção Antidrogas da polícia peruana e as Forças Armadas do Peru, com foco na desarticulação de estruturas de organizações criminosas transnacionais. Ao todo foram 18 ações policiais conjuntas, com quatro pessoas detidas e cinco acampamentos desmantelados. O acesso às áreas remotas foi feito por via aérea e fluvial, com apoio logístico brasileiro que incluiu 24.578 litros de combustível de aviação.
Os números de destruição impressionam pela escala. Foram inutilizados 11.961 quilos de sulfato de cocaína em estado líquido, 53.862 quilos de insumos químicos fiscalizados e outros 28.096 quilos de insumos não fiscalizados. As equipes também apreenderam 9,4 toneladas de folhas de coca, 19 armas de fogo, 235 munições e 12 equipamentos de comunicação, além de destruir 18 embarcações, uma motocicleta e uma draga usada em mineração ilegal.
A cooperação entre os dois países tem se intensificado na região de fronteira, corredor histórico de escoamento de drogas produzidas na Amazônia peruana em direção ao território brasileiro e, de lá, ao mercado internacional. A PF não divulgou o período exato em que a operação foi executada nem detalhou a identidade dos detidos.



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