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Negociação para que suspeito de matar corretora na Barra se entregasse durou dois dias

Ele é acusado de ser o mandante do crime

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RIO — A negociação para que Paulo Maurício Barros Pereira, suspeito de executar a corretora de imóveis Karina Garofalo, de 44 anos, na última semana, se entregasse a polícia durou pelo menos dois dias. Advogados de Paulo e a equipe de investigação da 95ª DP, de Vassouras, no sul do Estado do Rio, estão em contato desde o último domingo.

De acordo com um dos defensores de Paulo, o advogado Eduardo Vieira, durante dois dias ele e seu colega no caso, Ruíz Alcântara Filho, foram acionados quanto a questão da apresentação do investigado. Diante disso, eles fizeram contato com a equipe da delegacia de Vassouras, a 95ª DP.

— Ao conversarmos com o delegado André Uchôa, pudemos organizar a apresentação de Paulo de forma espontânea. A nossa prioridade era assegurar a integridade física dele, que é um direito fundamental garantido por lei. — disse Eduardo.

Sobre os próximos passos da defesa, Eduardo disse que aguardará para ter acesso ao inquérito, para poder traçar uma linha de defesa.

— Acreditamos que após o delegado da DH (Divisão de Homicídios) resolver as questões burocráticas com Paulo, ele seja transferido, até a próxima segunda-feira, para Cadeia Pública José Frederico Marques, onde lá vai ser designado para qual o presídio ele ficará preso. Nós também orientamos que Paulo só prestasse depoimento em juízo. Ele vai prevalecer no direito constitucional dele de ficar calado. — completou o advogado.

O delegado André Uchôa afirmou que a negociação foi possível após um trabalho de inteligência, no qual pode-se verificar que o suspeito estava na região de Volta Redonda, no Sul do Estado.

— Já estávamos há três dias monitorando os deslocamentos do suspeito. Até que começamos a negociar com os advogados a entrega de Paulo. Isso foi feito ao longo de toda esta terça-feira. Dessa forma, marcamos um ponto na BR-393, na altura de Volta Redonda, para que ele, então, se apresentasse. Ele se chegou ao ponto de encontro junto com a família, e então o conduzimos a delegacia de homicídios, aqui da Barra. — afirmou o delegado.

Questionado sobre Pedro Paulo Barros Pereira, ex-marido da vítima e suspeito de ser o mandante do crime, Uchôa afirmou que até o momento não há informação do paradeiro dele. Ele ressalto, que essa situação só poderá ser esclarecida ao longo da investigação conduzida aqui pela DH.

— Tudo indica que ele vai se apresentar, porque a polícia toda está no seu encalço e mais cedo ou mais tarde ele vai ser capturado. A cerca da motivação deste crime, somente a investigação vai poder dizer. — declarou o titular da 95ª DP.

 

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