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Músico fuzilado no Rio foi atingido por 9 disparos feitos por militares, diz laudo

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Músico fuzilado no Rio foi atingido por 9 disparos feitos por militares, diz laudo
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O músico Evaldo Rosa dos Santos morreu atingido por 9 dos 83 tiros disparados por militares contra ele, no último dia 7. A informação é da TV Globo, que teve acesso ao laudo de necrópsia que faz parte do Inquérito Policial Militar.

Segundo o UOL, de acordo com o documento, todos os nove disparos acertaram Evaldo pelas costas --dois tiros o atingiram na região da cabeça, enquanto outros sete ficaram alojados na região do tórax.

As informações quanto ao laudo de necrópsia de Evaldo vêm à tona um dia depois de o MPM (Ministério Público Militar) ter recomendado ao STM (Superior Tribunal Militar) a libertação dos nove militares que seguem detidos desde o dia do assassinato.

Em seu parecer, o subprocurador-geral da Justiça Militar Carlos Frederico de Oliveira Pereira considerou que os militares não descumpriram as regras de conduta, porque "tentavam salvar um civil da prática de um crime de roubo".

Estão presos: Ítalo da Silva Nunes Romualdo - 2º tenente do Exército; Fábio Henrique Souza Braz da Silva - 3ª sargento do Exército; Gabriel Christian Honorato - Soldado do Exército; Matheus Santanna Claudino - Soldado do Exército; Marlon Conceição da Silva - Soldado do Exército; João Lucas da Costa Gonçalo - Soldado do Exército; Leonardo Oliveira de Souza - Soldado do Exército; Gabriel da Silva Barros Lins - Soldado do Exército; Vitor Borges de Oliveira - Soldado do Exército.

O 2º tenente do Exército Ítalo da Silva Romualdo disse, durante a audiência no MPM, no mês passado, ter sido o autor do primeiro disparo em direção ao veículo dirigido por Evaldo. No entanto, ele nega ter dado a ordem para que os outros militares atirassem. Nas palavras dele, os outros militares dispararam "espontaneamente" na mesma direção ao vê-lo atirando.

Todos os ouvidos disseram que alguns minutos antes, os militares haviam trocado tiros com um veículo de características similares, no bairro de Guadalupe. Ao ver o carro de Evaldo e ouvir um disparo realizado na região, o tenente deu o primeiro tiro.

Segundo a Polícia Civil do Rio --que fez os primeiros trabalhos de investigação, antes da transferência do caso para o Exército-- 83 disparos foram feitos contra o veículo em que Evaldo estava com a família a caminho de um chá de bebê. O número de tiros foi atualizado no laudo. Ele foi abordado no bairro de Guadalupe, na zona norte da capital. O sogro dele, que estava no veículo, ficou ferido e segue hospitalizado. 

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