Manaus/AM - A Polícia Federal teve acesso a conversas entre Mouhamad Moustafa e pessoas com quem se relacionava em que o médico se gabava de suas ações no esquema de desvio de recursos destinados à saúde do Estado. O médico pedia para que as pessoas apagassem as mensagens depois de lida, mas nem sempre isso acontecia.
Em uma das conversas com a ex-secretária executiva do Fundo Estadual de Saúde, Keytiane Evangelista, Mouhamad se gabava de ter acabado com as pessoas que estava desviando dinheiro da Salvare em um “dia de polícia”, que segundo o relatório da PF foi o interrogatório violento ao contador Gilmar Fernandes, que prestava serviço a empresa de Moustafa.
Em depoimento, o contador contou que foi algemado e obrigado a assinar documentos na frente do médico. No interrogatório, participaram 11 policiais chefiados pelo coronel Aroldo, além de André, Priscila e Jennifer ficando ‘acordado’ que Gilmar venderia sua casa para dar R$ 100 mil a Mouhamad.
Aroldo chegou a receber até R$ 120 mil do médico. O coronel usava informações de dentro da Secretária de Segurança para beneficiar o esquema e investigações particulares de Moustafa.

