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Morte de empresário 'Chefinho Cell' foi encomendada por traficante, revela polícia

Crime teve motivação passional

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Morte de empresário 'Chefinho Cell' foi encomendada por traficante, revela polícia
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Manaus/AM - A polícia divulgou detalhes do assassinato do empresário  Rodrigo Silva dos Reis, 27, o "Chefinho do Cell" e das prisões dos suspeitos  João Lucas Pimenta de Jesus, de 24 anos, conhecido como "Lukinha" , e Yago dos Santos Matos, de 28 anos. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (18), quase três meses após o crime.

"O executor do crime Luquinha chegou na loja do de celular da vítima e disparou a pistola que carregava consigo, disparou de forma integral, descarregou pegou e acertou dois tiros na cabeça da vítima, dois tiros que atingiram a região do tórax e altas perfurações pelo corpo", enfatiza o delegado responsável pelo caso, Adanor Porto.

Delegados Adanor Porto e Ricardo Cunha, da DEHS - Foto: Jander Robson/Portal do HolandaSobre a motivação do homicício, o delegado Rircardo Cunha, confirmou que o crime foi passional: "A motivação desse crime é um envolvimento amoroso dessa vítima com uma mulher que é namorada de um traficante que comanda aquela região da Cidade Nova".

O traficante ainda não foi preso, mas Lukinha, apontado como o pistoleiro que atirou em Rodrigo, no irmão dele e em um funcionário da assistência técnica da vítima, já foi capturado. Com ele, a polícia também prendeu Yago, que ajudou no crime prestando fuga do local. 

"Nós tínhamos a informação de que Yago distribuía drogas a uma borracharia, então nós montamos essa campana e quando visualizamos efetuamos a prisão de Iago e lá se encontrava o executor do crime, Luquinha que foi quem efetuou os disparos (...) Tanto Luquinha quanto Iago, eles confessaram a prática criminosa e de acordo com as investigações, apuramos que havia um mandante por trás desse homicídio. Tratava-se de um traficante que comandava aquela área e que havia encomendado esse crime em razão de uma suposta infidelidade amorosa de sua companheira com a vítima", diz o delegado Adanor.

O delegado destaca que o Lukinha não conhecia a vítima, mas recebeu instruções específicas e esteve antes na loja para identificar e confirma o alvo. "Foi um homicídio encomendado mesmo, eles não sabiam de quem se tratava a vítima, não tinham qualquer relação com a vítima. Então eles passaram sim para identificar  o Yago, que era o piloto de fuga, foi quem mostrou para o Luquinha quem era a vítima que devia ser morta, então passou antes, eles passaram já haviam passado de moto em um primeiro momento no local e visualizaram a vítima, depois retornaram e executaram o crime".

Rodrigo "Chefinho Cell", a vítima - Foto: Divulgação

Durante depoimento, Lukinha e Yago informaram ainda que receberam uma recompensa pelo crime. Yago recebeu R$ 500 e Lukinha teve uma dívida de drogas "perdoada" pelo mandante do assassinato de Rodrigo. Ambos tem ligação com uma facção criminosa e tem várias outras passagens pela polícia.

"O Yago, que foi quem estava no conduzindo a moto, era o piloto da moto, ele recebeu um valor de R$ 500 para fazer essa missão e o Luquinha, que era também traficante, tinha uma dívida de tráfico de R$ 12 mil e foi proposto por esse traficante para que ele quitasse essa dívida, executasse esse empresário que tinha essa loja de celulares lá na Avenida Francisco Queiroz, zona norte", explica Adanor.

O mandante do crime ainda não foi localizado e a polícia trabalha para chegar até ele e prendê-lo. Além do homicídio, Lukinha e Yago ainda vão responder por ferirem o irmão e o funcionário de Rodrigo. 

 

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