Erro médico ou fatalidade? Só uma investigação determinará que a morte de um bebê nascido no estacionamento do Instituto da Mulher Dona Lindu, na Zona Centro Oeste poderá dar uma resposta ao caso. A mãe, uma adolescente de 17 anos, estava na 26ª semana de gestação e compareceu ao hospital após sentir dores. A obstetra que a atendeu, Maria de Lourdes Cordeiro, pediu um ultrassom ao fim do qual deixou para a paciente a decisão de ir para casa ou ficar no hospital, sem explicar se havia riscos para mãe e bebê. A adolescente não chegou a andar 100 metros da sala de atendimento até o estacionamento quando sentiu uma contração muito forte seguida do estouro da bolsa que contém o líquido que envolve o bebê iniciando o trabalho de parte imediatamente. O avô do bebê ainda teve tempo de segurá-lo evitando que caísse no chão, mas o cordão umbilical se rompeu, levando o recém-nascido à morte em menos de uma hora depois do ocorrido.
O Instituto da Mulher já instaurou procedimento para apurar se houve erro médico ou uma fatalidade. Segundo a médica, o caso da adolescente é classificado como raro e não deixa de ser um aborto inevitável.
A criança era do sexo feminino, tinha 29cm e pesava 710 gramas. Com esses parâmetros, sua morte poderia ter sido evitada se a adolescente tivesse sido internada.
