Manaus/AM - Carlos Eduardo Souza Silva, 22, que foi preso nessa segunda-feira (16), suspeito de participar da execução do agiota Valdimício Rodrigues da Silva, 50, recebeu a quantia de R$ 5 mil para participar do crime.
Segundo a delegada Marília Campelo, o dinheiro saiu da conta da própria vítima e foi transferido via PIX para Carlos e os demais executores, incluindo o mentor de tudo, Kennedy Menezes.
“Eles sequestraram essa vítima, levaram para o cárcere e nós temos os valores passados para as contas desses suspeitos. O Kennedy ficou com R$ 15,5 mil na conta dele e da esposa dele, a Kécia Costa (...) O Francisco Vitor recebeu R$ 6 mil e esse Carlos Eduardo, que está preso hoje, recebeu a quantia de R$ 5 mil”, diz Marília.
A delegada ressalta que esses valores podem ser ainda maiores. Isso porque algumas agências bancárias, onde Valdimício tinha conta, ainda não mandaram os relatórios das últimas movimentações de valores.
Marília conta que o crime foi motivado por uma dívida de R$ 90 mil que familiares de Kennedy tinham com o agiota. Valdimício teria cobrado os devedores e isso teria causado a ira de Kennedy e levado o homem a planejar o crime.
Vale destacar que ao menos quatro envolvidos na morte do agiota fazem parte de uma facção criminosa.
“O Kennedy, o Jefferson, o Francisco Vitor e o Carlos Eduardo são integrantes de uma facção criminosa. O Kennedy, com certeza, foi o mentor intelectual, ele que conhecia a vítima, foi ele que deu a vítima para os outros. E, obviamente, a vítima seria morta ao final desse crime”, ressalta.
Até o momento, a polícia já prendeu nove pessoas pela morte de Valdimício, destas, apenas Kécia está solta porque está grávida e prestes a ter o bebê.
“A Kécia Costa só foi solta porque ela estava no 8º mês de gestação. Por uma questão humanitária nós pedimos a revogação da prisão temporária dela, mas ela também será indiciada”, explica.
Além de receber parte do dinheiro extorquido de Valdimício, Kécia e Kennedy também cederam a própria casa, no bairro Colônia Terra Nova, para que a vítima fosse mantida em cárcere e torturada por mais de 24 horas.
Após a tortura, o agiota foi levado para um ramal no Tarumã e executado a tiros. O corpo foi encontrado com mãos e pés amarrados no dia 2 de setembro.
A polícia ainda procura dois envolvidos no homicídio, Francisco Vitor Barbosa Guedes, conhecido como “Menor”, e Jefferson Freire Rodrigues, e pede ajuda da população para encontrá-los.Denúncias podem ser feitas por meio do telefone 181.









