Quarenta e cinco anos foi a pena determinada na madrugada desta sexta-feira (11), para o engenheiro Paulo José Arronezi, que matou a juíza Viviane Vieira do Amaral, sua ex-mulher, na frente das três filhas do casal em dezembro de 2020, em um parque no Rio de Janeiro.
Paulo foi condenado por homicídio qualificado cinco vezes, sendo as qualificadoras: feminicídio, motivo torpe, meio dificuldade de defesa da vítima e crime cometido na gente das três crianças.
Viviane foi morta com 16 facadas no rosto e no corpo enquanto descia do carro em um parque para deixar as filhas como o ex-marido. Na ocasião, ela foi atacada de surpresa e na frente de várias pessoas, Paulo foi preso por guardas municipais que presenciaram tudo.
O julgamento dele começou na tarde de quinta-feira (10) e foi marcado pelos depoimentos dos familiares da juíza. O irmão e a mãe de Viviane contaram que Paulo nunca aceitou a separação, sobretudo porque era a juíza quem mantinha a casa e todas as contas da família.
Mesmo assim, ela teria partilhado R$ 600 mil com o engenheiro para que o divórcio ocorresse sem conflitos, contudo, ele continuava pedindo dinheiro com frequência e cobrou até os custos com o álbum de casamento dos dois, feitos há mais de 11 anos.



