Mais quatro mulheres prestaram queixa, nesta sexta-feira (3), contra o policial militar Peterson Cordeiro, de 30 anos, preso em Curitiba. A Polícia Civil afirma que ele é suspeito de ao menos sete estupros.
Segundo o G1 Paraná, Peterson Cordeiro, foi preso temporariamente – pelo prazo de 30 dias – há duas semanas, porque estava sendo investigado por três casos de estupro. A polícia pediu a conversão da prisão para preventiva, que é por tempo indeterminado.
Desde que o caso ganhou repercussão, outras vítimas procuraram a delegacia para denunciar agressões pelo policial. As mulheres que prestaram queixa nesta sexta ainda não foram ouvidas, conforme a Polícia Civil.
A defesa de Peterson Cordeiro disse que só vai se manifestar quando tiver acesso a todos os inquéritos. Já a Polícia Militar informou que ajuda nas investigações e que não aceita desvios de conduta de seus integrantes.
Para uma ex-namorada do policial, que preferiu não ser identificada, o terror começou cinco anos atrás, ainda em 2013. No Boletim de Ocorrência (B.O), ela conta que, depois de terminar o relacionamento, Peterson publicou em redes sociais fotos íntimas do casal.
Segundo a mulher, as imagens foram feitas sem que ela soubesse. A jovem conseguiu uma medida protetiva, que foi descumprida pelo policial. Peterson continuou a procurá-la, mandar mensagens, mesmo quando ela já estava grávida do atual marido. “Ele descumpriu essa medida protetiva por cinco vezes. Começou a me ameaçar, que queria um último encontro, para que a gente pudesse se entender, mas que a gente tivesse uma última relação”, contou.
O advogado de Peterson Cordeiro disse que prefere não se manifestar sobre os fatos relatados pela ex-namorada do policial.
A delegada responsável pelas investigações, Eliete Kovalhuk, explicou que o policial procurava ganhar a confiança das vítimas, se mostrando uma boa pessoa. “Se de alguma forma a vítima se negasse, ou dissesse que não estava gostando, ele partia pros atos mais violentos”, afirmou a delegada.
Peterson é policial militar há dois anos e meio. Ele trabalhava atendendo ocorrências na rua. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito usava a profissão para ameaçar as mulheres que ele conhecia, geralmente, por aplicativos de relacionamento.

