Manaus/AM - A adolescente de 16 anos que agrediu até a morte o próprio filho, Vinicius Gael Abreu Correa, de 1 ano, no município de Codajás, disse em depoimento que já tinha sentido vontade de matar a criança em várias outras ocasiões.
Segundo o delegado Paulo Mavignier, a jovem afirmou que acreditava que Vinicius era doente e que o choro dele incomodava não só ela, como o irmão, Roney Marinho de Abreu, 38, e a cunhada, Maria Aparecida Pantoja Garcia, 25, que moravam na mesma casa que ela e também foram presos pelo crime.
“Ela alegou que a criança chorava muito, perturbava o sossego da casa e por várias vezes ela sentiu vontade de matar essa criança (...) Ela disse que o filho aparentava ser doente e tirava o sossego dela. A adolescente e não demonstrou qualquer ato de compaixão”.
Conforme Mavignier, para castigar o bebê, a adolescente usava uma ripa que tinha versículos bíblicos.
“Essa criança era torturada, ela apanhava com uma ripa de madeira onde tinha dizeres bíblicos e essa adolescente era incentivada pelo irmão e, principalmente pela cunhada, a bater nessa criança porque ela chorava muito”.
Vinicius Gael chegou ao hospital da cidade de Codajás no último sábado (9), já morto. Ele tinha várias fraturas pelo corpo, sobretudo na região das costelas.
“O corpo dele foi apresentado no hospital com marcas de agressão, fraturas nas costelas, no braço, muito espancamento, uma violência absurda contra uma criança de apenas 1 ano de idade”, destaca o delegado.
Além da adolescente apreendida e dos tios presos, a polícia procura ainda um outro irmão da mãe de Vinícius que conseguiu fugir quando a polícia chegou ao local. O pai da criança também está sendo procurado para ser ouvido na delegacia.
A mãe foi trazida para Manaus e vai responder por ato infracional análogo ao crime de tortura e homicídio qualificado. Roney e Maria estão presos em Manacapuru, porque a população, revoltada, tentou invadir a delegacia de Codajás. O casal vai responder por homicídio.





