A Justiça Militar decidiu, na sexta-feira (19) manter presos os três militares e uma mulher suspeitos de participar do esquema que transportou 39 kg de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), do Brasil para a Espanha, em 2019. A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
Segundo o G1 Distrito Federal, a decisão pela manutenção da prisão foi tomada durante audiência de custódia. Entre os presos estão o tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan, o sargento Márcio Gonçalves de Almeida e o sargento Jorge Luis da Cruz Silva, investigados por tráfico internacional de drogas.
As prisões ocorrem quase dois anos depois que o sargento Manoel Silva Rodrigues foi flagrado viajando para a Sevilha, na Espanha, com 39 kg de cocaína na bagagem. Ele ia em um dos voos da comitiva que levava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um encontro do G20, no Japão. O presidente não estava no mesmo avião.
O brasileiro afirmou que sua missão era levar a droga até a Europa e voltar. Ao sair do aeroporto, ele iria para um centro comercial, onde aguardaria uma pessoa que daria um sinal. Ele foi condenado a seis anos de prisão, pela Justiça espanhola.
Na operação desta quinta-feira, a esposa do militar, Wikelaine Nonato Rodrigues, também foi detida. Na audiência de custódia realizada na sexta-feira, a decisão da Justiça também foi em mantê-la presa.



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