A Defesa Civil interditou o Porto do Chibatão, onde ocorreu um deslizamento de grandes proporções no domingo, deixando dois trabalhadores desaparecidos e muitos prejuízos com contêineres e carretas que transportavam matéria-prima e equipamentos para as indústrias do Polo Industrial de Manaus. O Chibatão é o maior porto de uso privatizado de Manaus, movimentando 40% da carga destinada ao comércio e à indústria da capital.
Segundo a Defesa Civil, a interdição tem como motivação o risco de novos deslizamentos de terra no local. As buscas aos desaparecidos foram suspensas na noite de ontem devido às chuvas, mas serão retomadas ainda nesta manhã.
Segundo o Corpo de Bombeiros, é possível que os trabalhadores tenham sido soterrados em meio a contêneres e carretas.
A notícia - tanto do desastre quanto da interdição - pegou os empresários de surpresa. O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas, Ralph Assayag, lamentou o acidente, mas disse que o porto é fundamental para o abastecimento do comércio. A mesma preocupação é demonstrada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus, Wilson Périco, que teme que a interdição possa comprometer a produção industrial por falta de insumos, no momento em que a produção está a todo vapor por causa da aproximação do Natal.
O pátio onde ocorreu o deslizamento tinha 150 carretas e 250 contêineres, segundo estimativa do Corpo de Bombeiros. Para o comandante do CB, coronel Antônio Dias, são pequenas as chances dos trabalhadores serem encontrados com vida.
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