Manaus/AM - A polícia detalhou na manhã de hoje (26), os crimes cometidos por uma família, presa no Careiro Castanho, envolvida em ao menos três homicídios na cidade.
Segundo o delegado Paulo Mavignier, o principal suspeito dos crimes é Amarildo do Nascimento Rego, que costumava matar as vítimas e jogá-las no rio em uma região conhecida como Mamori, para evitar que os corpos fossem encontrados.
"Era o modus operandi dele. Ele mata e joga no rio para não chamar urubus e para que a investigação não venha à tona", ressalta o delegado.
Os crimes foram descobertos a partir da investigação sobre o caso de Gilson Ribeiro Colares, executado há aproximadamente 30 dias. O homem foi morto a tiros por Amarildo por causa de uma discussão banal que teve com familiares da esposa do acusado.
“Foi uma discussão por conta de bebida alcoólica, onde a vítima chegou embriagada, travou uma discussão com os parentes da esposa (de Amarildo) e de uma forma banal, desferiram um tiro nele. O corpo ficou jogado no local por cerca de dois dias, depois o Amarildo conseguiu o apoio de dois colegas, levaram essa vítima e jogaram na região do Mamori, no rio”, diz Paulo.
Na época, a polícia chegou a fazer buscas nas águas, mas o cadáver não foi encontrado e agentes acreditam que ele pode ter sido levado pela correnteza e comido por peixes.
Enquanto investigavam o homicídio, os policiais descobriram que essa não era a primeira pessoa que Amarildo matava. Dois anos antes, ele havia matado outro homem, identificado como Rafael Evangelista.
“Em decorrência desta situação, descobrimos que o Amarildo já tinha outro homicídio, que estava sem solução há dois anos atrás. A vítima é Rafael Evangelista, morto em uma briga por uma arma de fogo. Ele já era reincidente, inclusive desovou o corpo de Rafael também no rio lá em Mamori”, explica o delegado.
O terceiro homicídio está sob segredo de Justiça e por isso, ainda não pode ser divulgado. Paulo Mavignier explica que apesar de Amarildo ser o executado em todos os casos, os familiares dele foram presos porque sabiam dos crimes e foram coniventes com ele. Todos foram presos nessa quarta-feira (25), e já passaram por audiência de custódia.
“A família foi conivente, não denunciou e acabaram ajudando na condução do corpo e eram pessoas que de alguma forma o apoiaram (...) inclusive a esposa do Amarildo”, destaca.
A investigação continua para localizar os dois colegas que ajudaram Amarildo a ocultar o corpo de Gilson. A dupla já foi identificada e quem souber de informações sobre ela ou sobre os corpos das vítimas pode entrar em contato com a polícia por meio do telefone 181.


