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Grupo que linchou suspeito de estuprar bebê em Jutaí já tinha ficha criminal

Grupo que linchou suspeito de estuprar bebê em Jutaí já tinha ficha criminal
Grupo que linchou suspeito de estuprar bebê em Jutaí já tinha ficha criminal

Manaus/AM - A polícia falou sobre a prisão do grupo suspeito de linchar um homem acusado de estuprar e matar uma bebê na cidade de Jutaí em setembro deste ano. Conforme o delegado Paulo Mavignier, todos os presos são amigos e já tinham passagem pela polícia, incluindo a mãe da criança.

Foto: Jander Robson / Portal do Holanda “Eles tinham ficha criminal, eram envolvidos com o narcotráfico. Inclusive a mãe dessa criança também foi presa, ela já respondia por maus-tratos”, afirma.

A delegada Mariane Bezerra, titular da delegacia de Jutaí,  ressalta que a revolta da população é compreensível diante da situação de assassinato da bebê, mas destaca que fazer justiça com as próprias mãos também se torna crime e é passível de punição na forma da lei.

"A gente entende a revolta da população, sabemos que o que ele fez foi muito grave, foi hediondo, mas não cabe ao povo fazer justiça, não cabe porque se cada um fizer o que acha nós não temos estado, nós não temos sociedade, a polícia e o estado não corroboram com isso porque não se pagam a barbárie com outra barbárie. Nós estamos aqui para trabalhar, para fazer justiça e já estava sendo feita".

Mariane revelou detalhes do dia do ocorrido e conta que a mãe da bebê chegou a entrar na cela da delegacia e desferiu  várias pauladas na cabeça do preso.

Delegada Mariane - Foto: Jander Robson / Portal do Holanda “Desde o início ela inflamou a população ao linchamento e também entrou, ela praticou o homicídio. Ela entrou na cela, ela golpeou com madeira esse indivíduo, fez a fogueira e ela carbonizou o corpo. Ela também tocou fogo na motocicleta da Guarda Municipal e resistiu a ordem da prisão. Então ela participou efetivamente dos quatro crimes que a gente a indiciou”.

Além de Abraão Lopes Ferreira, 32; David Araújo Freitas, 23; Mateus Soares Lopes, 25; e a mãe da criança, uma mulher de 19 anos, outras 26 pessoas também indiciadas pelo linchamento, totalizando 30. Todavia, a polícia segue com os trabalhos de identificação dos envolvidos que podem chegar a centenas como mostram as gravações da invasão à delegacia.  

Foto: Divulgação

“A própria população fez vídeos e tinha muito policial na frente defendendo a delegacia, até os próprios presos, tinha ali cerca de 25 presos e um tempo depois do crime a gente pegou essas imagens que estavam na internet, a gente avaliou quem seria cada pessoa e existem fortes indícios de que cometeram, então eles não estão presos por nada”, ressalta.

Outros familiares da bebê assassinada também participaram do linchamento e serão penalizadas.

 

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