Manaus/AM Um funcionário público de 58 anos foi preso, nesta quinta-feira(23), acusado de estuprar 4 crianças em Manaus. O suspeito foi preso na casa onde morava, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, bairro Novo Aleixo, zona Norte.
De acordo com a titular da Depca, Juliana Tuma, as investigações em torno do caso iniciaram em julho, após uma adolescente de 15 anos formalizar a denúncia na delegacia. Na ocasião, a vítima informou que foi abusada sexualmente pelo funcionário público estadual quando era criança. A vítima disse, ainda, que o suspeito é companheiro da avó dela. Após a denúncia, a equipe constatou que, além da adolescente, o homem também teria abusado sexualmente de dois irmãos e de um primo dela.
“Os abusos sexuais praticados contra essa adolescente de 15 anos começou quando ela era criança e se prolongaram até os 13 anos. A irmã dela, uma jovem de 20 anos, relatou que o homem abusou dela dos 8 aos 12 anos. O irmão delas, um jovem 19 anos, também foi abusado sexualmente desde os 12 anos pelo infrator. Além disso, um primo deles de 11 anos, sofreu os mesmos abusos quando tinha 5 anos. A criança disse que os estupros duraram até quando ela tinha 6 anos. Identificamos essa última vítima após a prisão do infrator, que é companheiro da avó das vítimas”, explicou Tuma.
As vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame. As meninas de conjunção carnal e os meninos de coito anal, que confirmou os estupros. Diante dos fatos, a delegada solicitou o mandado de prisão temporária e de busca e apreensão em nome do infrator.
Tuma destacou também que o cumprimento de busca e apreensão teve como objeto encontrar materiais favoráveis ao crime de estupor de vulnerável na residência do infrator. No local foi apreendido somente o aparelho celular dele. O objeto foi encaminhado para o Instituto de Criminalística (IC) para ser periciado.
O funcionário público estadual foi indiciado por estupro de vulnerável, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

