Foragido, pai é suspeito de matar e enterrar filha no quintal de casa
A polícia está em busca de Gutenberg Peixoto Alves, suspeito de matar e enterrar no quintal de casa a própria filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, em Ilha Comprida, no interior de São Paulo.
De acordo com o delegado Carlos Eiras, a jovem estava desaparecida há pouco mais de um ano e na última sexta-feira (11), a ossada dela foi encontrada no terreno enrolado em uma rede.
Exames realizados nos restos mortais confirmaram que era Agata quem estava enterrada no local. O desaparecimento da menina foi registrado pelo tio no dia 26 de outubro de 2021.
Na época, ele afirmou que a menina tinha ido morar com Gutenberg há cerca de três meses e desde então não fez mais contato com familiares.
Ao ser confrontado, o pai disse que a menina havia saído de casa para morar com a mãe em outra cidade do estado, mas a mulher afirmou que a filha nunca a procurou e pediu para morar com ela e que a menina sempre foi criada pela avó, desde os três meses de vida.
Gutenberg, então mudou a versão e disse que Agata havia fugido de casa para morar com um namorado, em Sorocaba, mas a história também não procedia.
Depois disso, Gutenberg sumiu e o corpo de Agata acabou sendo encontrado. Em depoimento na delegacia, a ex-mulher dele contou que enquanto a jovem morava com eles, chegou a ver a menina ser molestada pelo marido e afirma que ele era super protetor com ela.
O abuso ainda não foi confirmado, mas Gutenberg será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver e já teve a prisão temporária decretada.
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