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Ferida no chão, Fabíola viu o marido morrer

Morte no Porão

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 Ferida no chão, Fabíola viu o marido morrer
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Manaus/AM - Fabíola Rodrigues  assistiu o marido, o advogado Wilson Justo, ser assassinado a tiros pelo delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero na madrugada deste sábado (25), no Porão do Alemão.

Pais de duas crianças de três e um ano de idade, Wilson e Fabíola saíram para aproveitar a noite acompanhados de amigos. Relatos iniciais dão conta de que a briga teria começado após o delegado dar uma cantada em Fabíola.

No vídeo gravado por câmeras de segurança do local, é possível ver que após levar um soco, Gustavo imediatamente saca a arma e sai atirando. O advogado é atingido e fica encolhido no canto da casa noturna. Mais pessoas são feridas, entre elas Fabíola, que cai no chão com um tiro na perna.

 Veja a cobertura completa sobre o tiroteio no Porão do Alemão.

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Após ser afastado do local por alguns segundos, o delegado volta. Com Fabíola gritando desesperada no chão, e com um homem tentando impedi-lo de continuar, Gustavo aponta a arma para o advogado, efetuando mais disparos, que dessa vez levam Wilson à morte.

​Sotero foi preso em flagrante. Todos os feridos foram encaminhados ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Fabíola teve alta médica nesta manhã, assim como outro ferido identificado como Mauricio Rocha.

 Veja a cobertura completa sobre o tiroteio no Porão do Alemão.

As informações são de que a Fabíola está em estado de choque e seguiu para a casa da mãe, onde estão as duas filhas do casal.

Durante entrevista na sede da Delegacia Geral, o presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, afirmou que a tragédia poderia ter tido mais vítimas, mas a arma do delegado travou.  “A informação que nós temos é de que a arma travou na câmara, engasgou a bala, e isso talvez tenha sido determinante para evitar novas mortes dentro daquele ambiente, imagina um ambiente fechado de show, quantas pessoas poderiam ter sido atingidas ali”, afirmou.

 Sobre a motivação, Choy adianta: “Foi uma discussão de bar, o delegado teria cantado a esposa do advogado, o advogado foi tomar satisfações com o delegado que sacou a arma e deu quatro tiros nele”.

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