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Familiares se revoltam e agridem suspeito de matar motorista de app em Manaus; veja vídeo

 

Manaus/AM - Uma grande confusão foi registrada na frente da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona leste, na manhã desta quarta-feira (22). Isso porque familiares de Kaison Oliveira da Silva agrediram Bruno Rafael Barroso Fontes, de 19 anos, suspeito de matar o motorista de aplicativo.

Bastante emocionados e revoltados com o crime, alguns parentes da vítima partiram para cima do preso e desferiram tapas e puxões de cabelo. A polícia precisou intervir para conter os ânimos da família, que estava inconformada com a crueldade com a qual o acusado e um menor de idade agiram contra Kaison.

Mais cedo, o pai da vítima, Valmir Silva, contou que o filho tinha saído de casa para completar o tanque porque na manhã do dia seguinte iria levar o sobrinho especial para a fisioterapia. A princípio, o pai acreditava que Kaison estava em casa, dormindo com a namorada, e só soube que ele havia saído após receber a notícia do latrocínio.

"Meu filho era muito prestativo, deixava tudo para socorrer e ajudar família. Toda segunda-feira ele levava o sobrinho especial dele para a fisioterapia (...) Esses vagabundos podem matar, podem roubar, nossa lei é fraca demais frágil,  depois estão nas ruas por causa dessa audiência de custódia que nem deveria existir", desabafou.  

Kaison foi morto a facadas na segunda-feira (20), enquanto trabalhava como motorista de aplicativo. Além de Bruno Rafael, um adolescente de 17 anos também foi apreendido por participação no crime. A polícia afirma que os dois tinham a intenção de roubar a vítima.

Revoltada com a situação, uma tia de Kaison que estava na delegacia clamou por justiça e disse que o sobrinho foi morto com crueldade extrema.

"Esses desgraçados fizeram isso com meu sobrinho, mataram meu sobrinho, cravaram uma faca no peito dele. Ele não pôde nem falar, nem pedir ajudar, ele mesmo tirou a faca do peito. A gente quer justiça pelo amor de Deus. Quantas pessoas eles já não mataram? Essa mulher que pediu o Uber e ele aceitou", disse aos prantos.

Kaison morava no mesmo bairro e só aceitou a corrida porque estava próximo. Ele já voltava para a residência quando recebeu a solicitação do aplicativo da mãe do menor. A polícia também deve ouvir a mulher.

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