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"Falava em Deus", diz vítima sobre estelionatária que prometia imóveis do 'Amazonas Meu Lar'

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"Falava em Deus", diz vítima sobre estelionatária que prometia imóveis do 'Amazonas Meu Lar'
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Manaus/AM - O que era para ser a realização do sonho da casa própria virou um drama para diversas famílias em Manaus. Mães solo, trabalhadores de baixa renda e desempregados denunciaram terem sido enganados por Heloísa Araújo de Menezes, presa nesta sexta-feira (1º) após ser condenada a 14 anos de prisão por estelionato. As vítimas afirmam que entregaram suas economias acreditando que a acusada conseguiria, por meio de um suposto contato na Suhab (Superintendência de Habitação do Amazonas), viabilizar a aquisição de imóveis populares.

Entre as vítimas está Priscila Cristina, mãe de duas crianças pequenas, que relatou ter perdido o dinheiro do aluguel ao cair no golpe. “Trabalhei de graça pra ela e ainda paguei duas vezes. [...] Eu estava trabalhando na casa dela, indiquei para outras pessoas. Achávamos que ela era uma boa pessoa, tudo falava em Deus, e acabei caindo no golpe dela, duas vezes. Ainda estava trabalhando de graça para ela, e agora estou quase sendo despejada e não sei o que fazer. Só queria uma casa pra criar meus filhos com dignidade”, contou emocionada. Outras vítimas afirmam que também pagaram quantias que variavam de R$ 300 a R$ 400 acreditando que os valores seriam "taxas" para receber o título definitivo do imóvel. 

Segundo a Polícia Civil, Heloísa aplicava o mesmo golpe há anos, prometendo imóveis populares a famílias carentes e se passando por assistente social. Contra ela, há mais de 30 boletins de ocorrência por estelionato, além da sentença condenatória que já estava pendente. "Ela usava o desespero das pessoas para se aproveitar. É um crime cruel, porque atinge quem tem muito pouco e sonha com algo melhor", explicou o delegado Marcelo Martins, responsável pela prisão.

De acordo com o delegado, a equipe montou campana após novas denúncias de vítimas. Heloísa foi encontrada em um apartamento onde vivia com o filho, no mesmo bairro em que dizia morar o pai — estratégia usada para despistar a polícia. No local, objetos pertencentes a vítimas foram recuperados, incluindo um relógio que uma das mulheres havia vendido para comprar comida.

A Polícia Civil alerta que nenhum programa habitacional exige pagamento em dinheiro para inscrição ou liberação de imóveis. As vítimas estão recebendo apoio social. 

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