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Ex-sargento condenado por matar Miss no Pará planejava se esconder na Venezuela

 

 

Manaus/AM - A polícia confirmou nesta quarta-feira (13), que o ex-sargento Edisandro de Jesus da Costa, 34, procurado pelo assassinato da Miss Edrica Moreira, sua ex-namorada, no estado do Pará, estava em fuga com destino à Venezuela, no momento em que foi preso ainda em Manaus.

A prisão ocorreu na noite de terça-feira (12), na avenida Nathan Xavier, no bairro Novo Aleixo, na zona norte. Na ocasião, Edisandro estava em um carro alugado com a esposa e pretendia atravessar por Roraima até a cidade de Santa Helena, no país vizinho.

“Tínhamos uma informação de que possivelmente ele estaria aí pretendendo fugir ainda na manhã de hoje para o estado de Roraima, onde de lá iria seguir para Venezuela, para Santa Elena. Então durante todo o dia de ontem realizaram buscas na cidade de Manaus, conseguimos identificar o veículo que eles estavam fazendo uso e já no início da noite de ontem conseguimos êxito em localizar ele na avenida Natan Xavier, onde foi realizada uma abordagem policial”, diz o delegado Cícero Túlio.

O homem foi condenado a mais de 15 anos de prisão por ter atirado quatro vezes em Edrica, enquanto a jovem estava em uma lanchonete com uma amiga, em 2021.

Durante o julgamento dele, a defesa chegou a alegar que o homem tinha problemas mentais, mas não conseguiu comprovar a afirmação.

“Ele foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, chegou a cumprir, durante o curso do processo, aproximadamente um ano e meio preso. Depois, conseguiu responder o processo em liberdade após o julgamento e acabou empreendendo fuga aqui para o estado Amazonas. 

Edisandro estava em Manaus, onde tem irmãos e cunhados há aproximadamente oito meses. Nesse período, ele se casou, trabalhou em uma empresa de logística e também como Uber.

Contudo, a polícia do Pará descobriu que seu paradeiro e com o apoio da polícia do Amazonas, divulgou a imagem dele como procurado. 

“No momento da abordagem, ele estava na companhia dessa senhora, a esposa, que também foi conduzida a unidade”.

Atualmente Edisandro trabalhava como vendedor de carros e é suspeito de transferir ilegalmente veículos para outros estados do Brasil.

“Ele trabalhava realizando a compra e venda de veículos inclusive isso é objeto de investigação, haja vista que possivelmente esses veículos seriam veículos financiados e transferidos para outros brasileiros a fim de que pudesse ilustrar os pagamentos relacionados aos financiamentos que eram concedidos pelas entidades financeiras. Possivelmente ele tenha relações com outras pessoas que acabam possibilitando esse encaminhamento desses veículos para outros estados, principalmente o Distrito Federal”, explica Cícero.

Edisandro se manteve em silêncio durante todo o procedimento de prisão e deve ser recambiado para o Pará nos próximos dias, para cumprir o restante da pena pelo feminicídio de Edrica.

 

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