Manaus/AM - Familiares de Jacira Souza de Lima, 32, morta com mais de 30 facadas pelo seu marido Agostinho Filho Saraiva, realizaram na manhã desta quinta-feira (3), uma manifestação em frente a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para pedir justiça.
De acordo com um irmão da vítima, que não revelou o nome, a irmã vivia sendo ameaçada e chegou a relatar que já havia sido agredida por Agostinho. Ele relembra que ao ver o corpo de Jacira, percebeu que haviam estocadas até em suas partes íntimas.
“A minha irmã contava que ele batia nela, que ele quebrava tudo dentro de casa. Antes de morrer minha irmã disse que não aguentava mais e que queria se separar. Ele deu mais de 30 facadas nela, isso nunca foi amor, quem ama não bate, não machuca e não mata ”, disse.
O filho de Jacira, um adolescente de 15 anos, que presenciou o crime, contou que o casal não tinha uma boa convivência e que o pai era muito ciumento. “Meu pai sempre teve ciúmes da minha mãe, ele não gostava que ela saísse sozinha, nem que ela postasse fotos delas nas redes sociais. Eles não viviam bem e no dia do crime ele furou a minha mãe na minha frente. Eu pensei em fazer besteira, mas pensei nas crianças. Eu segurei ele, para ele não esfaquear mais ela e gritava para eu soltar ele”, relembrou.
Conforme o adolescente, ele não entende porque o pai cometeu o crime contra Jacira. Ele disse ainda que não considera mais Agostinho como pai.
“Eu sempre via meu pai agredido minha mãe, mas ela me pedia para ficar quieto porque ele era violento. Uma vez ele chegou a me expulsar de casa. Ele não pensou nas minhas irmãs pequenas ao tirar a vida da minha mãe”, desabafou.

